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Para líder mineira, diferença salarial entre homens e mulheres exige mudança cultural

A diferença salarial entre homens e mulheres foi visível no ano de 2017 em Minas Gerais,
como mostra um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). A Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revelou uma
diferença salarial de quase R$ 500 entre os gêneros no estado – eles receberam em média R$
2.098, enquanto elas ganharam por volta de R$ 1.609.

Na opinião da presidente do PSDB-Mulher de Minas Gerais, Walewska Abrantes (PSDB-MG), para que
tal cenário se modifique será preciso que a estrutura cultural baseada no machismo mude.
“Precisamos trabalhar o respeito dos homens para com o talento e o espaço das mulheres sejam reconhecidos, por isso nós temos que nos unir”, destacou a tucana.

Walweska ressaltou ainda que, em muitos setores, ainda há uma forte resistência à inserção
de mulheres no mercado. Segundo os números, no ano passado, entre a população que possui
carteira assinada no estado, cerca de 57,1% eram do sexo masculino e 42,9%, do sexo
feminino.

“Existem campos que já são dominados pelas mulheres, mas a maioria ainda se fecha. Tem
que haver abertura, em especial na política. Acredito que tudo começa pela
representatividade feminina na política. Falta muito a conquistar, ainda há muito machismo,
resistência contra a mulher”, esclareceu a presidente mineira.

A pesquisa do IBGE indica ainda que, dos quase de 21 milhões de habitantes de Minas Gerais,
61,7% possuíam alguma renda mensal, sendo 43,7% vinda do trabalho e 24,6%, de outras
fontes, como aposentadoria, pensão alimentícia ou aluguel. A escolaridade foi outro ponto
analisado. Entre os trabalhadores mineiros, 54% tinham ensino médio completo e 29,9% não
possuíam instrução.