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Tucana critica desigualdade de gênero no mercado de trabalho

Um recente estudo mostrou que homens ingressam em conselhos administrativos das grandes empresas com menos experiência que as mulheres. O levantamento foi divulgado pelo site norte americano Bloomberg nesta quinta-feira (29) e evidencia a desigualdade de gênero que ainda existe no mercado de trabalho.

Segundo a pesquisa, quando uma mulher ganha um cargo de destaque em uma empresa, há 32% de chances de ela já ter atuado como diretora em outra organização. Quando um homem é promovido, há 23% de chances de ele já ter tido experiência anterior. Isto demonstra que as mulheres têm que se qualificar e se esforçar mais que os homens para conseguir ascensão profissional.

A 2ª secretária do PSDB-Mulher, Angela Sarquiz, considerou essa diferença injusta, mas destacou a importância da divulgação de estudos como este para a conscientização e o planejamento de políticas para mudar a atual realidade.

“Eu acredito que este fenômeno também ocorre no Brasil. A inserção da mulher no mercado de trabalho tem sido acompanhada ao longo desses anos. Houve avanços, mas a desigualdade de gênero ainda é muito presente. Nós temos que continuar na luta para alcançarmos a igualdade”, disse

O estudo também mostrou que a maior parte dos cargos em conselhos de empresas são conseguidos por meio de indicações e quase sempre os escolhidos são do sexo masculino. Segundo a publicação, a consequência deste fenômeno é que algumas mulheres acabam participando de mais de um conselho ao mesmo tempo.

Angela também lembrou a desigualdade salarial injustificada diante da mesma qualificação. “Nós mulheres não podemos desistir de alcançar os mesmos direitos que os homens. Essa desigualdade no mercado sempre aconteceu, mas estamos caminhando para a mudança desse cenário. As mulheres precisam continuar se qualificando e se preparando para cargos melhores”, declarou.

Apesar das diferenças, a tucana confia que no futuro a paridade de gênero será uma realidade. “Pouco a pouco as mulheres vão ampliando o seu espaço na economia nacional. O fenômeno ainda é lento, mas é progressivo. Na minha adolescência era uma raridade ver mulheres em cargos de chefia. Hoje, eu já vejo isso com mais naturalidade. Nós estamos ampliando esse espaço dentro das áreas de trabalho e não podemos nos desmotivar”, concluiu.