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Recorde no desemprego: taxa chega a 11%, com mais de 11 milhões desocupados no país

140926-mercado-trabalho-desemprego (1)O Brasil bateu mais um recorde de desemprego este ano. Com a taxa de 10,9% no primeiro trimestre de 2016, esse é o maior percentual registrado desde o início da série histórica da chamada Pnad Contínua, pesquisa de desemprego do IBGE, iniciada em 2012. No trimestre encerrado em dezembro, o índice havia chegado a 9%.

Os números são ainda piores quando se aprofunda a análise dos dados. São 11 milhões de brasileiros sem trabalho, numa queda de 2,2% de empregos com carteiras assinadas e um aumento de quase 40% em relação ao mesmo período do ano passado. A maior redução partiu da indústria geral, com queda de 5,2% sobre dezembro, seguida pela construção e pela administração pública. O rendimento médio do trabalhador também encolheu 3,2% .

Para o deputado federal Caio Narcio (PSDB-MG), a situação do país é gravíssima, sendo reflexo da má administração do governo Dilma. “O governo mentiu, pedalou, fez manobras contábeis para disfarçar dificuldades, tomou decisões equivocadas, desestruturou os setores que historicamente nunca ficaram desestruturados como o setor de energia. E não há indicativo na economia que vai parar de desempregar. É um quadro de desocupação gravíssimo. Talvez, até sem precedentes na história do Brasil”, afirmou.

O deputado Caio Narcio aponta o desemprego como a face mais cruel da recessão econômica vivida na Brasil. “De todos os danos que podem ser causados pela política, o desemprego é o pior deles. Desacelera a economia, tira a dignidade das pessoas. As pessoas não têm oportunidade de emprego,  e não condições de sobreviver. Então, o maior dano que tem é esse. E esse é o mal que o governo do PT tem feito.”