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Governo Dilma: sem ministro da Saúde, país sofre epidemia de dengue

O Ministério da Saúde confirmou a terceira morte provocada pelo zika em adultos no Brasil. Foto: Fernanda Carvalho/ FotosP Públicas

dengue_1Sem ministro da Saúde, 12 estados e o Distrito Federal já atingiram níveis epidêmicos de dengue neste ano. Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (28) aponta que a alta de infectados nessas unidades da federação fez o país também entrar em situação de epidemia, quando o índice de incidência da doença ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes. De 1º de janeiro a 2 de abril, foram registrados 802,4 mil casos de dengue – 13% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando 705,2 mil pessoas ficaram doentes. Com o volume, o Brasil chegou ao índice de 392,5 casos por 100 mil habitantes.

Os aumentos nos casos de dengue ocorrem no momento em que há uma “debandada” nos ministérios com a proximidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Filiado ao PMDB, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, deixou o cargo esta semana. O PMDB apoia o impeachment da presidente Dilma Rousseff e tinha ameaçado expulsar os filiados que permanecessem na gestão da petista.

O deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF) lamentou a situação que se encontra a área da saúde no país. “Só o afastamento dessa presidente para o país retomar o rumo, porque hoje a única preocupação do governo é se manter no poder a qualquer custo. Se eles tivessem dedicando à saúde o mesmo empenho da manutenção no poder, estaria um paraíso porque o esforço que eles estão fazendo é muito grande.”

Para o tucano, a presidente Dilma não está preocupada com a saída do ministro da Saúde, mas apenas com a sua permanência no poder. “Eles não estão preocupados com a saúde, é um setor que demanda uma atenção especial com mais recursos, mas o que percebemos agora é que o objetivo da presidente é deixar o caos para o [vice-presidente] Temer. A saída do ministro para eles não faz nenhuma diferença, a preocupação deles hoje é a manutenção do poder. É um desafio muito grande para o próximo presidente, vai encontrar realmente muitas epidemias em geral, não só na saúde, mas na educação e na segurança, porque o país está abandonado há muito tempo”, destacou o parlamentar.

Izalci ressaltou que o processo de impeachment já se arrasta há um ano e “de lá pra cá, só pensam em como saquear o governo e fazer de tudo para comprometer um futuro governo Temer”.

De acordo com matéria do jornal O Estado de S.Paulo desta sexta-feira (29), a epidemia de dengue se instaurou com duas semanas de antecedência em relação a 2015. Minas Gerais lidera o ranking entre os estados que têm a situação mais preocupante e já acumula 278 mil registros e índice de 1.332 casos por 100 mil habitantes. Além de Minas, Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia, Tocantins, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal também sofrem com o surto da doença. Dezoito estados registraram mortes pela doença: dois no Norte, seis no Nordeste, quatro no Sudeste, dois no Sul e quatro no Centro-Oeste.