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Marqueteiro do PT e a mulher são denunciados na Operação Lava Jato

joao_santana_e_monica_mouraO Ministério Público Federal (MPF) acusou formalmente, nesta quinta-feira (28), o marqueteiro do PT, João Santana, e sua esposa Mônica Moura de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa. As denúncias apontam que o casal recebeu o equivalente a R$ 50 milhões com origem em desvios da Petrobras. Santana foi responsável pelas últimas três campanhas presidenciais do PT – partido da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula.

Procuradores da Lava Jato suspeitam que a empreiteira Odebrecht usou contas no exterior para pagar US$ 3 milhões a empresas do casal a mando do PT. Outros R$ 23,5 milhões foram pagos pela empreiteira no Brasil em dinheiro vivo. Parte dessa quantia foi repassada durante a campanha eleitoral de 2014. As informações são de matéria publicada nesta sexta-feira (29) pelo jornal Folha de S. Paulo.

Também foram denunciados o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, já condenado na Lava Jato, e seis ex-executivos e funcionários da empresa, suspeitos de operacionalizar os pagamentos. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, já condenado em ação ligada à operação, também foi acusado.

As ligações entre Vaccari e Santana não param por aí. Vaccari foi incluído em outra denúncia contra o marqueteiro revelada nesta quinta-feira (28). A nova acusação afirma que o marqueteiro e a mulher receberam US$ 4,5 milhões do lobista Zwi Skornicki em contas no exterior. Skornicki era representante no Brasil do estaleiro asiático Keppel, que tinha contratos com a Petrobras.

A denúncia referente ao estaleiro ficou sob sigilo porque o juiz Sergio Moro decidiu enviar todo o caso de Santana ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido à possibilidade de envolvimento de autoridades com foro privilegiado. No entanto, o STF resolveu enviar o caso de volta à primeira instância. Caso Moro aceite as denúncias, o marqueteiro e a mulher viram réus.