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Dilma descumpre promessa e desigualdade sobe pela primeira vez no século

pobrezaebc-300x225O Brasil registrou em 2015 o primeiro aumento na desigualdade social desde a virada do século. Apesar da promessa histórica do PT de redução da pobreza no país, no período de 2001 a 2014 o índice de Gini brasileiro – um cálculo usado para medir a desigualdade social – recuou, em média, 0,006 ponto ao ano. No quarto trimestre de 2015, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 0,008 ponto. Parece pouco, mas o dado indica a reversão de uma tendência que vinha sendo comemorada nos últimos anos, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (23) pelo jornal Estado de S. Paulo.

A desigualdade cresceu com queda na renda média geral do brasileiro. Os cálculos foram feitos pelo ex-ministro Marcelo Neri, diretor do FGV Social e professor da Fundação Getúlio Vargas, com base em dados do IBGE. Neri é estudioso da ascensão da classe C, além ter sido ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos no primeiro governo de Dilma Rousseff. Ao Estado, ele admite a queda no índice pela “primeira vez no século”.

O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) aponta que, apesar de parecer pequeno, o dado reforça a má gestão do atual governo. “A retórica do PT cai por terra, sua máscara caiu. A verdade é sua incompetência governamental sacrificando exatamente os mais pobres. Se não for corrigido o rumo, a tendência é a deterioração ainda maior nos indicadores econômicos e de suas repercussões sociais”, afirmou o deputado.

O deputado federal Caio Narcio (PSDB-MG) acredita que a situação atinge todas as áreas do país. “O que nós temos visto é que não só o índice da desigualdade vem aumentando, mas os índices do país inteiro. O índice do desemprego, o índice da inflação. E isso vai corroendo a oportunidade principalmente dos mais humildes”, afirmou.

Para Narcio, o governo Dilma é uma “tragédia” e a única maneira de o país sair da atual crise econômica é “tirando a crise daqui”. “E a crise de hoje se chama: Dilma Rousseff. Só a partir da saída dela nós vamos ter condição de trabalhar para poder construir um novo Brasil.”

A deterioração no mercado de trabalho foi apontada como a principal responsável pelo aumento na desigualdade e redução na renda. Embora a ocupação não tenha recuado muito, aumentou a procura por emprego, e os salários ficaram menores.