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Em rede social, jornalista faz relato chocante de agressão praticada por ex

Foto: Reprodução Facebook
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Queixa contra professor universitário foi registrada na Delegacia da Mulher.

Após ser agredida fisicamente pelo ex-namorado e procurar a polícia para registrar um boletim de ocorrência, uma jornalista recifense usou sua conta pessoal no Facebook para relatar os momentos de terror que viveu. Na noite desse sábado (19), a vítima, cujo nome será preservado, afirmou que ao chegar na residência onde morava com o ex-companheiro, um professor universitário, foi surpreendida pela presença de outra mulher que estava no quarto do casal. Logo em seguida, o suspeito se aproximou e deu início às agressões. Segundo relato, a jornalista teria sido jogada da escada, depois recebeu chutes e puxões de cabelo.

“Não estou aqui para denegrir ninguém, apenas quero tornar público o que aconteceu comigo. Não quero que nenhuma mulher passe pelo que eu passei”, afirmou a jornalista recifense. Várias fotos das marcas das agressões sofridas também foram disponiblizadas por ela. Em poucas horas, a postagem ganhou centenas de compartilhamentos. O caso será investigado pela Delegacia da Mulher, localizada na capital pernambucana.

Acompanhe o depoimento chocante da vítima publicado nas redes sociais:

“Antes de vir publicar tudo isso eu pensei muito, muito mesmo! Depois do que eu passei, não tenho vergonha nenhuma de me expor, afinal, eu sou a vítima, não fiz absolutamente nada de errado, e só estou aqui para que vocês conheçam o verdadeiro Thiago, meu ex-companheiro.

Todos vocês sabem da nossa relação, alguns são bem próximos, outros acompanharam apenas pelas redes sociais. Nós moramos juntos por quase um ano e dois meses e como qualquer casal tínhamos as nossas brigas, mas em julho do ano passado houve a primeira agressão. No meio de uma discussão ele me empurrou contra a parede, o empurrão foi tão forte que fiquei sem ar por alguns segundos. Quem conhece Thiago sabe que ele é bem mais alto do que eu, então já podem imaginar como foi forte esse empurrão. Na época ele me pediu mil perdões, disse que não teve a intenção, e eu acreditei. E essa foi a primeira de uma série de agressões.

Quando eu via essas coisas acontecendo por aí, sempre pensava que eu nunca iria permitir uma coisa dessas acontecer comigo. Mas eu acreditei no amor que ele dizia sentir por mim, eu sei que fui boba, besta mesmo! Até fui atrás de terapia para casais pra tentar buscar uma resposta para essas coisas estarem acontecendo e a gente tentar se melhorar. Isso porque ele sempre falava que eu tinha culpa, que ele perdia a paciência comigo.

Desde então, fomos levando, uns dias de flores e o outros de desprezo. Eu aguentei muito! Sou uma pessoa de fé, acredito no poder de Deus. E como ele também se diz uma pessoa de fé, íamos a igreja todas as semanas. E eu fazia de tudo para evitar os desentendimentos. No último final de semana fui até Fortaleza para visitar minha família paterna. Ele foi até o aeroporto, nos despedimos com ele dizendo que me amava. Durante a minha estádia em Fortaleza, fui percebendo umas atitudes estranhas, coisas que ele não costumava fazer. Em poucas horas que eu estava lá, ele já tinha adicionado quase 100 mulheres nas redes sociais, algumas do passado dele, que ele evitava muita aproximação para evitar que eu ficasse chateada. Pois bem, eu voltei para o Recife na quinta-feira (17), pela manhã.

Durante a tarde tivemos mais uma das nossas discussões, dessa vez pela falta de respeito que ele estava tendo comigo durante o período em que eu estive ausente, e ele mais uma vez foi rude comigo, eu não pensei duas vezes e liguei para minha mãe. Contei para ela, tudo o que estava engasgado, todas as agressões que sofri e pedi que ela fosse me ajudar. Na mesma hora ele saiu de casa. Comecei junto com a minha mãe a tirar minhas coisas do apartamento, mas como já estava ficando tarde, deixamos para pegar o resto das coisas no dia seguinte, com ajuda de um frete, para poder levar as coisas até a casa da minha mãe.

Ontem liguei para o frete e ele disse que só poderia hoje. Isso, durante todo o tempo, minha mãe me implorava para que eu fosse até uma delegacia para fazer um Boletim de Ocorrência das agressões que sofri. Passei o dia aos prantos, e no fim da noite fui até o meu antigo lar, para tentar ter uma conversa amigável e adiantar a organização das minhas coisas. Ao chegar no apartamento, me deparo com outra mulher lá, no meu quarto. Ele nem esperou que eu tirasse as minhas coisas para levar outra até o nosso lar, nosso cantinho, como a gente se referia ao nosso apartamento.

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