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“A hora é de mobilização”, por Solange Jurema

Artigo de Solange Jurema, presidente nacional do PSDB-Mulher

George Gianni / PSDBDaqui a dois meses, no começo de outubro, termina o prazo legal para que pessoas se filiem a partidos com o objetivo de se candidatar para as eleições de 2014. É uma data importante no calendário eleitoral brasileiro, um momento de definições de rumos.

Será o primeiro pleito para a Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas estaduais e distrital sob a égide da lei 9.504/97, que garante pelo menos 30% das vagas para mulheres.

O desempenho das mulheres em todo o Brasil nas eleições municipais de 2012, com um crescimento da ordem de 85% no número de candidatas – saltou de 72,4 mil em 2008 para 133 mil em 2012 – revela a importância desse instrumento legal.

Outro dado que confirma sua validade é a eleição de 663 prefeitas em todo o país e de 7.648 vereadoras – que demostram, por si só, a importância da legislação de cotas com o estímulo a ampliação de nossa participação na vida institucional e político-partidária brasileiras.

O excelente desempenho PSDB nas eleições municipais de 2012 é, também, uma clara confirmação de que a lei 9.504/97 é válida e nos ajudou a bater todos os recordes eleitorais/municipais da história do partido: elegemos 96 prefeitas, 83vice-prefeitas e 726 vereadoras – um crescimento expressivo!

Mas é claro, também, que ao lado do apoio da legislação nós, do PSDB-Mulher, nos preparamos previamente para a eleição de 2012 com eventos das mais diversas matizes e locais – municipais, estaduais, regionais e nacionais – que permitiram selecionar, filiar e tornar candidatas aquelas lideranças da comunidade e da sociedade identificadas com os ideais da social-democracia.

Nossa jornada para 2014 começou no XI Convenção Nacional do PSDB quando nos comprometemos a alcançar a meta dos 50% de filiações partidárias de mulheres, no que já estamos nos dedicando com intensidade.

Nossa luta, ainda mais vigorosa e inspirada nas manifestações populares em todo o Brasil de junho, nos leva a procurar mais alternativas para ampliar a presença feminina nos parlamentos brasileiros, nas três instancias da Federação.

Estamos reivindicando, na discussão da Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados, que sejam reservadas 50% das vagas para mulheres nos parlamentos – federal, estaduais e municipais.

É uma necessidade e um avanço para nos aproximarmos da realidade da mulher na vida brasileira – afinal, nunca é cansativo repetir, somos 52% da população e do eleitorado e respondemos por um terço das famílias brasileiras.

Portanto, vamos arregaçar as mangas, aumentar as filiações de mulheres combativas, traze-las para o PSDB e torná-las, junto com as atuais filiadas, candidatas do partido em 2014.