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Primeira transexual da Alepe tem missão de destravar projetos LGBTI

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Fabianna Mello luta para destravar projetos que tratam de gênero (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Com oito projetos sobre políticas de gênero parados na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Fabianna Mello tem a missão de analisar, questionar e confrontar os parlamentares se os direitos da comunidade LGBTI estão mesmo sendo vistos e cumpridos. Aos 36 anos, ela é a primeira transexual contratada pela Casa, que completou, em 2016, 181 anos de história. Trabalhando na comissão há um mês, ela considera o ofício uma “batalha diária”.

Para Fabianna, a luta é árdua para assegurar os direitos da comunidade formada por lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, travestis e intersexuais. Na Alepe, a bancada tem, em sua maioria, integrantes da ala mais conservadora da sociedade. Por isso, ela acredita que os projetos são feitos e idealizados pensando apenas em agradar a uma parte da população e não abraçar a causa LGBTI, de fato.

“São pessoas que estão na comissão de cidadania e direitos humanos e segregam os direitos dessas pessoas [LGBTI]. Como é que eu trabalho dentro de uma comissão dessa e vou segregar? É uma batalha diária discutir isso aqui”, declara.

Ela menciona um dos projetos que trata do uso do banheiro a partir do sexo biológico e não pela identidade de gênero. “Por exemplo, se eu entrar num banheiro masculino tenho muito mais chances de ser violentada, abusa ou estuprada. Isso é um absurdo, é segregação”, completa.

Leia aqui a íntegra da matéria publicada pelo G1