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Cortes no “Minha Casa, Minha Vida” para população mais carente começaram em 2013

Ao contrário da propaganda feita pelo governo Dilma Rousseff, o programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” tem sofrido cortes nos investimentos desde o ano de 2013, quando a petista ocupava a Presidência da República. A constatação é da nova gestão do Ministério das Cidades, pasta responsável pela gestão do programa. De acordo com relatório do ministério, atualmente mais de 51 mil obras estão paralisadas por determinação do governo anterior.

Os maiores cortes aconteceram, especialmente, nos recursos destinados ao Fundo de Arrendamento Residencial, subsídio concedido aos mutuários mais carentes dentro do “Minha Casa, Minha Vida”. Em 2013, a quantidade de unidades contratadas no Faixa 1 do “Minha Casa” era de 399 mil. Já em 2014, as unidades somaram 132 mil e, no ano de 2015, apenas 1.188 foram contratadas.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, garantiu que o programa será mantido e que todos os cortes foram realizados pelo governo afastado.

Na avaliação do deputado federal Nilson Pinto (PSDB-PA),  o caos encontrado pelo ministro Bruno Araújo (Cidades) na pasta é como uma “herança maldita” deixada pela gestão petista.

“Trate-se da herança maldita na sua face mais trágica. Exatamente na Faixa 1, que abrange aquelas pessoas de menor renda, é onde se deu o maior corte. E não foi agora. Há uma mentira sendo espalhada, de que aconteceu agora. O governo [Dilma] se descapitalizou, o governo se inviabilizou por conta dos gastos extremados, aloprados, que teve na campanha eleitoral de 2014 e não conseguiu sustentar os custos ao longo de 2015.”

O deputado também afirma que vê contradições entre o discurso do PT em trabalhar em prol dos mais pobres e o que foi feito durante o período em que esteve no governo.

“O problema foi de má gestão, de desgoverno na era Dilma. E cabe agora ao governo que se implanta, o governo Temer, o processo de tentativa de reconstrução. Reconstruir algo que estava destroçado. Se a intenção era defender os mais pobres, a preocupação deveria ter sido fazer uma gestão responsável, para que os recursos para os mais pobres fossem preservados. Não foi o que aconteceu.”