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Queremos espaço politico, por Thelma de Oliveira

thelma 2A sociedade brasileira e as mulheres, em especial, aguardam com esperança uma definição do presidente da República em exercício, Michel Temer, sobre o espaço político-administrativo que seu governo dará a mulher.

As sinalizações apontadas, pelo próprio presidente interino e seu ministro da Justiça e Cidadania de criar uma Secretaria da Mulher, são alvissareiras e estimulantes no sentido de se reverter a atual proposta, que rebaixa a questão de gênero para o terceiro escalão ministerial.

O PSDB-Mulher e segmentos femininos de outros partidos se reuniram, entregaram um documento e pediram ao Ministro da Justiça e Cidadania, acompanhadas do presidente do partido, o senador Aécio Neves, a revisão da decisão inicial do governo Temer, de reduzir o poder político do organismo de Estado que tratará da questão das brasileiras.

Nos encontros e reuniões mantidas, o grupo de mulheres, engajadas na luta pela reafirmação política de gênero na estrutura governamental, também manifestou sua insatisfação e incompreensão com a ausência de mulheres no ministério do novo governo.

A sociedade brasileira, em pleno século XXI, não aceita mais e nem se cala diante de uma postura que tem como objetivo reduzir e minimizar a importância da mulher na estrutura administrativa do Estado brasileiro, quais quer que sejam as razões de conjuntura econômica ou política.

A união dos segmentos femininos partidários e a reação de organismos representativos nacionais e internacionais deixaram claro que não há mais espaço para um governo sem mulheres em sua composição.

Outro aspecto importante a registrar neste processo foi a indicação do nome de nossa presidente, Solange Jurema, para ocupar a nova Secretaria da Mulher no governo Michel Temer. Seu nome surgiu naturalmente pela sua história de vida profissional, administrativa e política.

Primeira ministra da Secretaria de Direitos da Mulher (SEDIM) no governo do Fernando Henrique Cardoso, Solange Jurema contempla todos os requisitos necessários para assumir o posto em nome, não só em nome das tucanas, mas de todas as brasileiras.

Sou suspeita para falar de uma amiga, mas testemunho que ela é uma promotora competente, séria, honesta, que não possui qualquer mácula em sua passagem pela administração federal, estadual e municipal.

E isso é importantíssimo na quadra atual da política brasileira, que praticamente renasce de um período nefasto, com graves acusações contra a classe política, especialmente pelas revelações de corrupção nos governos petistas na administração federal.

Solange Jurema é o melhor nome, sem detrimento aos demais, para a continuidade da luta das mulheres para mais e maior espaço político-administrativo no Brasil.