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Imprensa internacional não compra tese de “golpe” e repercute afastamento de Dilma

guardianA notícia da admissibilidade do processo de impeachment e o consequente afastamento da presidente Dilma Rousseff já está estampada nas capas dos principais jornais internacionais. A grande maioria dos veículos considerou o ato como democrático, com ênfase nos próximos desafios que o vice-presidente Michel Temer encontrará pela frente. A mídia internacional não comprou a tese, defendida pelo PT e aliados da presidente, de que o processo aprovado pelo Congresso representa um “golpe” à democracia do Brasil.

Segundo matéria publicada nesta quinta-feira (12) pelo jornal O Globo, o americano “The New York Times” avaliou a presidente Dilma como “uma líder profundamente impopular” e destacou que a lenta queda da petista se deu por uma raiva generalizada da população em relação à corrupção e a uma economia destruída.

O britânico “The Guardian” considerou o impeachment um processo mais político do que jurídico, mas respeitando as normas constitucionais brasileiras. O jornal argentino “Clarín” considerou que vice-presidente Michel Temer tem mais habilidade para se mover nos bastidores do poder.

O afastamento também foi repercutido pelo jornal francês “Le Monde”, que começou a reportagem dizendo “fim do jogo” para Dilma. E recordou que a presidente será substituída, já nesta quinta-feira (12), com a sua saída do Palácio do Planalto.

A emissora britânica BBC afirma que o julgamento de Dilma no Senado pode durar até 180 dias, o que significa que a presidente deve estar afastada do cargo durante os Jogos Olímpicos no Rio, que começam em 5 de agosto.