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Mara Gabrilli classifica como “absurdo” Dilma montar “bunker da resistência” no Palácio da Alvorada

Foto: Agência Câmara

mara gabrilli foto Agencia CamaraCom a esperada aprovação do impeachment pelo Senado Federal, a presidente Dilma Rousseff vai transformar a estrutura oficial do Palácio da Alvorada numa espécie de “bunker” com uma equipe de ex-ministros para enfrentar o período de até seis meses em que deve ficar afastada da presidência da República – até o julgamento definitivo do seu futuro pelo Congresso. De acordo com matéria do jornal Folha de S.Paulo, os detalhes do que a petista chamou de “bunker da resistência” de seu governo na residência oficial do presidente da República foram definidos nesta nesta segunda-feira (2).

A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) recebeu com perplexidade e classificou como “absurda” a notícia de que a presidente Dilma pretende criar um “QG” na residência oficial. “Ela realmente acha que é boa para o Brasil que ela precisa fazer esse ‘bunker de resistência’? Para ajudar quem? É não querer ver o final desse projeto político que naufragou. Como ela fala um negócio desse, que pessoa mais imatura, parece criança birrenta. Fazer isso com o dinheiro do povo brasileiro na situação que o país está? Ela deveria ajudar o Brasil a superar e não ficar agarrada ao passado, àquilo que ela não fez, não adianta. A presidente está cada vez mais denegrindo a sua própria imagem.”

A tucana também criticou a possível autorização do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para que Dilma tenha à sua disposição, durante o tempo em que permanecer afastada, um avião da FAB (Força Área Brasileira), além de carros, seguranças e uma equipe de assessores com 12 a 15 pessoas. “Uma pouca vergonha. É a cara da Dilma e do PT de viver benesses nesse tempo que está afastada para trazer mais custo ao país”, disse Gabrilli.

Para a parlamentar, é “molecagem” o estímulo que o ex-presidente Lula e dirigentes do PT vem fazendo para que a presidente Dilma viaje pelo Brasil e até a outros países para denunciar o que chama de “golpe” e a “ilegitimidade” do governo de Michel Temer (PMDB), conforme relatado pela Folha. “Estão perdendo o juízo. É molecagem. Ela está fazendo mal para o Brasil e quer agravar a situação. Jamais achei que ela teria esse sentimento antipatriótico, isso não é uma briga de vizinho, isso é constitucional. E ainda para fazer algo para prejudicar o país, que é para prejudicar um governo Temer, um governo de emergência. Eles esqueceram que tinha a foto dele ao votar na presidente Dilma?”, indagou.

Ato simbólico

Segundo a Folha, a presidente Dilma também decidiu que no próximo dia 12 de maio, quando deve começar a cumprir um afastamento do cargo por até 180 dias, descerá a rampa principal do Palácio do Planalto, acompanhada de ministros, assessores, amigos e talvez até do ex-presidente Lula. A partir da saída, a petista vai reunir na residência oficial da Presidência um pequeno grupo de aliados do qual não devem fazer parte, pelo menos oficialmente, atuais ministros com sala no Planalto. No entanto, Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Edinho Silva (Comunicação Social) deverão ajudar “informalmente” o “QG” de Dilma.