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Governo Dilma: Tesouro nacional pode ser obrigado a socorrer estatais e bancos públicos

17/11/2015 - Brasília - DF - O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, durante entrevista coletiva com a presidente Dilma Rousseff, após reunião no Palácio do Planalto. Foto: Lula Marques/ Agência PT

DilmaA recessão econômica, os casos de corrupção e o apadrinhamento político nas direções das principais estatais criaram uma bomba-relógio no governo da presidente Dilma Rousseff que torna ainda mais grave o quadro fiscal no país. Mesmo com a perspectiva de terminar este ano com um rombo de quase R$ 100 bilhões, analistas ouvidos pelo jornal O Globo afirmam que o Tesouro Nacional deverá ser obrigado, em breve, a abrir os cofres para ajudar empresas que dependem da União e enfrentam graves problemas financeiros. Os casos mais sérios seriam a Petrobras e a Eletrobras – juntas o prejuízo líquido passou de R$ 24,5 bilhões em 2014 para R$ 49,8 bilhões em 2015.

Segundo o jornal, um levantamento da agência de risco Austin Rating mostra que outras empresas também têm registrado resultados negativos nos últimos dois anos, como, por exemplo, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com perdas de R$ 2 bilhões nesse período. Há ainda a preocupação com os bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Para Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos consultado pelo O Globo, a presidente Dilma expandiu muito o crédito dos bancos públicos e a inadimplência aumentou. Já um economista do mercado, que pediu anonimato ao jornal, aponta que, se o impeachment for aprovado pelo Senado, uma das primeiras ações do vice-presidente Michel Temer ao assumir a presidência da República deveria ser uma auditoria nos bancos públicos e estatais. “Existe uma preocupação com os bancos públicos porque eles podem ter sido utilizados para ‘favores’”.