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Juristas realizam ato em São Paulo para pedir impeachment de Dilma

Brasília - Os autores do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, depõem na comissão especial que analisa o processo (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Comissão especial ouve autores de pedido de impeachmentCerca de três mil pessoas participaram de uma manifestação a favor do impeachment de Dilma Rousseff nesta segunda-feira (4) no largo São Francisco, no centro de São Paulo. O ato foi organizado pelo Movimento de Juristas pelo Impeachment, que é formado por alunos e ex-alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo publicada nesta terça (5), o evento contou com a presença dos três signatários do pedido de impeachment da petista. Um dos mais celebrados pelos presentes ao ato, o jurista Hélio Bicudo destacou que nunca viu, em seus 93 anos de vida, um governo tão corrupto quanto o de Dilma.

“Na minha jornada de quase um século de existência jamais vi tantos desvios e abusos daqueles que se declararam salvadores da pátria”, afirmou.

As duras críticas ao governo seguiram no discurso de Miguel Reale Júnior, outro jurista a protocolar o processo de impedimento da presidente. Contestando os argumentos usados por Dilma, ele ressaltou que o governo não realizou as pedaladas fiscais para investir em programas sociais, mas sim para se reeleger. O professor de direito penal da USP disse, ainda, que os parlamentares que receberam uma oferta para votarem contra o impeachment terão um dilema pela frente. “Os deputados precisam escolher entre o bolso e a honra”, resumiu.

Janaina Paschoal, também signatária do processo de impeachment, disse que os defensores do impedimento de Dilma “querem libertar o país do cativeiro de almas e mentes” e completou: “Acabou a república da cobra”, em referência ao apelido de “jararaca” com o qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se referiu ao se defender das denúncias da Operação Lava Jato.