ImprensaNotícias

“O governo não se conforma”, diz Cássio sobre tentativa do governo de recolocar Lula no ministério

Foto: George Gianni/PSDB

cassio cunha lima foto george gianniDepois que o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes suspendeu a nomeação para a Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a expectativa da oposição é que a Corte mantenha a decisão de impedir que o petista assuma novamente o cargo. Juristas e advogados do ex-presidente, além do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, aguardam a definição do STF sobre tirar do ministro Gilmar Mendes qualquer ação envolvendo Lula.

No final de semana, a AGU e os advogados do ex-presidente ingressaram com ações no STF que têm este objetivo. As ações pedem ainda que o juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações da Lava Jato, seja impedido de tomar qualquer decisão ligada ao petista. Para o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB), o governo tenta interferir na decisão da justiça quando o resultado contraria o partido.

“A decisão do ministro Gilmar deveria servir para aguardar o resultado final de mérito que virá daqui a dez dias. Mas o governo não se conforma. O governo faz de tudo para tentar encontrar uma tábua de salvação para esse mandato que chega ao final. É muito desespero, é uma sucessão de erros, é um governo que entrou em colapso pela dificuldade que enfrenta para conduzir minimamente os destinos do Brasil”, afirmou.

A previsão é que o STF julgue os pedidos na semana que vem, depois da Semana Santa. O tucano também acredita que o impeachment deve ganhar mais força a partir de agora, e disse que o processo tem total legitimidade, pois é de vontade de povo brasileiro.

“A legitimidade vem exatamente da rua. A legitimidade do impeachment está vindo das ruas do Brasil, do apoio do povo brasileiro, e cada um vai responder por seu processo. A legitimidade do impeachment vem exatamente das ruas do Brasil inteiro.”

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste domingo (20) apontou que o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff cresceu oito pontos desde fevereiro, chegando a 68% o número de brasileiros que defendem o afastamento da presidente. O índice dos eleitores que concordam a com renúncia da petista também aumentou, passando de 58% para 65%.