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Sérgio Moro bloqueia R$ 100 milhões de João Santana

Brasília- DF- Brasil- 07/04/2015- O juiz federal Sérgio Moro participa de apresentação de um conjunto de medidas contra a impunidade e pela efetividade da Justiça, na sede Associação dos Juízes Federais do Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

FRP_Juiz-Sergio-Moro-anuncia-medidas-contra-impunidade_0507042015Brasília (DF) – O marqueteiro João Santana, responsável por três campanhas presidenciais petistas – Lula em 2006 e Dilma em 2010 e 2014 – teve R$ 100 milhões bloqueados nesta segunda-feira (22) pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. O juiz também ordenou o confisco de mais R$ 75 milhões de outros três alvos da investigação: R$ 25 milhões do executivo Fernando Miggliacio, da Odebrecht, R$ 25 milhões da Eagle do Brasil e R$ 25 milhões do engenheiro Zwi Skornicki.

Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (23) pelo jornal O Estado de S. Paulo, os R$ 100 milhões confiscados de Santana também pertenciam à sua esposa e sócia, Monica Moura, e a duas empresas controladas pelo casal, a Santana & Associados Marketing e Propaganda e a Polis Propaganda & Marketing.

Para o juiz Moro, “não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita. O sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos”.

Na decisão, o juiz considerou “milionários” os valores dos crimes atribuídos a Santana e outros investigados: corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele citou como exemplo os “pagamentos ilegais” de US$ 7,5 milhões que Santana teria recebido no exterior, por meio da offshore Shellbill Finance S.A., controlada pelo marqueteiro.

Moro destacou que “na hipótese probatória mais provável”, os valores teriam como objetivo “remunerar os serviços de publicidade prestados por João Santana e Mônica Regina ao Partido dos Trabalhadores, o que é bastante grave, pois também representa corrupção do sistema político partidário”.

Uma quantia “substancial” de dinheiro em nome de João Santana também foi congelada na Suíça, segundo o Ministério Público do país. Os suíços já bloquearam mais de 300 contas relativas ao escândalos da Petrobras, e ampliaram as investigações diante de indícios de irregularidade envolvendo contas relativas à Odebrecht.