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Apenas Venezuela terá recessão pior que o Brasil em 2016, diz IIF

recessao2-960x620O Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelos 500 maiores bancos e instituições financeiras do mundo, divulgou um relatório prevendo que a recessão no Brasil vai se aprofundar em 2016. A instituição projeta apenas uma melhora modesta em 2017.

Com o encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional de 4%, o IIF diz que o desempenho do Brasil este ano só deve perder na economia mundial para a Venezuela, que deve ter contração de 10%, como explica a matéria publicada hoje (23) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O deputado federal Nilson Pinto (PSDB-PA) afirma que não existe possiblidade de reverter o quadro recessivo do Brasil sem a saída da presidente Dilma. “Enquanto ela for presidente a economia não tem como prosperar. O governo não tem credibilidade perante os agentes econômicos. Não tem como operar com confiança. A medida de emergência que tem que ser tomada é a retirada da presidente do cargo”, disse.

O parlamentar acredita que a presidente exerce o cargo de forma ilegítima e cobra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma posição sobre os fatos já comprovados. “Dilma foi eleita com base em uma campanha recheada de recursos fraudulentos surrupiados da Petrobrás. Ela está lá ilegitimamente causando um dano enorme ao país. A atitude urgente que deve ser tomada é a retirada da presidente do cargo pela via do impeachment ou por crime eleitoral que está às escâncaras para ser visto pelo TSE, que precisa dizer a que veio”, afirmou.

O deputado tucano observa que os efeitos da desvalorização do real já são percebidos pela população no dia-a-dia. “Todo mundo chega no supermercado e vê que a inflação é um fato concreto como a muito tempo não se via neste país. O poder de compra está indo por água abaixo. Não há no governo nenhum sentido de mudar de rumo até porque o partido da presidente não deixa. Dilma está amarrada, presa aos ditames do PT, que promove um populismo irresponsável na área da economia levando o pais a falência”, explicou.

O déficit nominal do setor público, que superou os 10% em 2015, deve seguir esse patamar em 2016. Para a Selic, a previsão é de estabilidade da taxa, em 14,25% em 2016, com o juro voltando a cair no primeiro trimestre de 2017, para 13,75%.

No câmbio, a instituição estima nova piora do real. A previsão é que o dólar deve chegar a R$ 4,60 no final deste ano e a incríveis R$ 5,00 em dezembro de 2017. A inflação ao consumidor deve ficar em 7,4% este ano e 6,2% em 2017.