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“Escárnio”, por Solange Jurema

Solange JuremaNão costumo e nem gosto de citar nominalmente as pessoas e suas famílias. Prefiro sempre me referir ao cargo público que elas ocupam e às consequências de suas ações para toda a população, o que é o caso da presidente Dilma Rousseff, do seu antecessor Lula, e de outras figuras do PT envolvidos no maior caso de corrupção jamais visto nesse país.

Realmente, nesse país nunca se roubou tanto em beneficio de um partido e seus aliados e também para enriquecer os bolsos dos próceres políticos e falsos “guerrilheiros do povo brasileiro”.

Esse é o caso do ainda senador Delcídio do Amaral, do PT do Mato Grosso do Sul, libertado na semana passada depois de 85 dias preso em um batalhão da Policia Militar do Distrito Federal.

Está comprovado que ele se beneficiou de recursos públicos para a sua campanha eleitoral e que não poderia mais estar exercendo o cargo público que o povo mato-grossense do sul lhe outorgou, sem saber das falcatruas.

É escárnio para o povo brasileiro ele retornar ao plenário do Senado Federal, como se nada tivesse acontecido sentar na cadeira de Senador da República e votar leis e regras que valem para toda a população!

É escárnio para todos os Poderes constituídos da República, especialmente para o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal, que coletaram provas e mais provas para encarcerá-lo de acordo com as normas legais vigentes para todos nesse país.

É escárnio para seus pares que desenvolvem seu trabalho político honestamente procurando manter diariamente o respeito à lei, a ordem e as instituições.

É escárnio especialmente para a nossa Juventude!

Como estimular que os jovens brasileiros se interessem pela política partidária se um Senador da República pego e preso em flagrante cometendo um crime, volta a sentar na cadeira e ainda faz ameaças a alguns dos seus pares, especialmente os petistas e aliados partidários?

Isso não pode acontecer!

É um exemplo de terríveis consequências para todos os segmentos da sociedade – empresários, trabalhadores, juventudes, aposentados, as instituições – e que terá repercussão no comportamento futuro dos brasileiros.

Se um Senador da República se beneficia de um roubo, é preso em flagrante e depois retorna ao Congresso Nacional sem qualquer punição, por que vou ser honesto? Esse tipo de raciocínio pode permear a mente de futuras gerações estarrecidas com tamanha impunidade.

O Senado Federal não pode se apequenar e compactuar com essa situação surreal, um exemplo da pior espécie que certamente terá desdobramentos na mídia internacional, comprometendo ainda mais nossa frágil credibilidade externa.

O país precisa dizer basta!

O país não tolera mais um escárnio!

*Solange Jurema é presidente do Secretariado Nacional do PSDB/Mulher