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Avanços na educação são prejudicados pela desigualdade social brasileira, diz relatório da OCDE

Escola Estadual Pedro Álvares Cabral. Alunos em sala de aula.

Escola Estadual Pedro Álvares Cabral. Alunos em sala de aula.Brasília (DF) – A desigualdade social brasileira, que tem sido perpetuada pelas gestões petistas ao longo dos últimos anos, é um dos maiores empecilhos para os avanços na educação. É o que mostra um novo relatório sobre educação divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil continua em segundo posto no número de estudantes com baixo desempenho em matemática, leitura e ciências, atrás apenas da Indonésia.

De acordo com reportagem publicada nesta terça-feira (16) pelo jornal Valor Econômico, o Brasil está entre os dez países em que a desigualdade social mais influencia a performance dos estudantes. O estudo, que foi elaborado com dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), analisou o desempenho de 15,1 milhões de estudantes com 15 anos.

Dos 2,7 milhões de brasileiros avaliados, 1,9 milhão teve dificuldades em matemática básica, 1,4 milhão em leitura e 1,5 milhão em ciências. 1,1 milhão teve problemas nas três disciplinas.

Os maus resultados contrastam com o investimento de 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em educação. O relatório da OCDE aponta que um dos maiores desafios a serem enfrentados pelo país é o impacto da desigualdade na educação, já que os alunos mais pobres têm menores chances de concluir os estudos na idade certa, seja qual for sua capacidade cognitiva. A situação se agrava se o aluno for negro, mulher, morar na zona rural ou na periferia das grandes cidades.

As informações da OCDE são corroboradas por um levantamento do próprio Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014. Segundo o estudo, a escolaridade média do jovem de 15 anos no Brasil é de 6,3 anos no segmento 20% mais pobre da população. Entre os 20% mais ricos, o índice salta para 10,8 anos.