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Brasil tem 59 milhões de inadimplentes, diz pesquisa

Frau mit Schulden und Rechnungen

O número de inadimplentes no Brasil chega a 59 milhões que juntos acumulam uma dívida de R$ 255 bilhões. Entre elas estão dívidas com bancos, contas de água, luz e telefone, além de débitos com o varejo, conforme matéria publicada hoje (7) pelo jornal Folha de São Paulo.

Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian, uma das empresas da ANBC, afirma que um dos fatores que vão manter a inadimplência em alta é o desemprego. A perda do posto de trabalho é vista como a principal razão para o descontrole das dívidas, ressalta pesquisa feita pela empresa com 8.288 consumidores. De acordo com Rabi, se a recessão estancar em 2016, as empresas ainda vão demorar para voltar a contratar prolongando a inadimplência.

A taxa de desemprego subiu para 8,9% no terceiro trimestre deste ano, segundo dados do IBGE. No mesmo trimestre de 2014, foi de 6,8%. Isso fez com que os cinco maiores bancos do país aumentassem suas provisões para perdas com calotes de pessoas físicas e jurídicas. De todo o crédito emprestado pelas instituições financeiras, 5,8% serão perdidos.

Na opinião do economista Flávio Calife, da Boa Vista SCPC, a taxa de inadimplência chegará a 6,5% no fim de 2016. Seguem aumentando a inflação, desemprego e juros.

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, chama a atenção para o endividamento no setor de serviços. Outro fator que ela destaca é a menor contratação de temporários neste fim de ano, o que prejudica, ainda mais a inadimplência devido ausência de renda extra.

Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, diz que a inadimplência não deve crescer somente entre as pessoas físicas, mas também entre as empresas. Para ele o fechamento de micro e pequena empresas tem sido enorme. Sem investimento e com setores paralisados na economia as empresas estão em dificuldade para honrar compromissos.