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Inflação não dará trégua até 2019

Foto: Agência Brasil

Inflacao Agencia BrasilInflação alta e recessão profunda. Essa é a previsão para o próximo ano, segundo especialistas da área econômica.  O Banco Central (BC) viu, pela primeira vez, as projeções de inflação do mercado para 2016 superarem o teto da meta, de 6,5%. Dados do boletim Focus apontam que a mediana das expectativas de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 6,64% e que o PIB sofrerá queda de 2,01% no próximo ano.

Caso essas previsões se concretizem, a economia do país completará dois anos de retração profunda e inflação alta. As projeções dos analistas para o PIB de 2015 apontaram um encolhimento de 3,2% e uma alta do IPCA de 10,33%, conforme matéria publicada nesta terça-feira (24) pelo jornal Correio Braziliense.

Os analistas ainda estimaram que inflação não dará trégua até o fim do governo Dilma Rousseff. Analistas apontaram que a carestia atingirá 5,1% em 2017, 5% em 2018 e só chegará ao centro da meta, de 4,5%, em 2019. A Taxa Básica de Juros (Selic) não ficou fora dessa. A estimativa para o mesmo período é de que ela não deve ficar inferior à dois dígitos. Os analistas consultados pela autoridade monetária projetaram que a Selic terminará o ano em 14,25% e diminuirá para 13,75% em 2016.

Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, a deterioração do PIB e o aumento do IPCA estão ligados à crise política, ao encarecimento do dólar e aos aumentos nominais da renda dos trabalhadores. Ele acrescentou a disputa entre governo e parlamentares prejudica a aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas.

O professor da Universidade de Brasília (UnB) e também economista Newton Marques, segue a mesma linha de pensamento e diz enquanto o governo for refém do Congresso Nacional para aprovar o ajuste fiscal, as expectativas dos analistas continuarão a piorar.