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“No dia do combate ao AVC, aprenda a identificar sinais e prevenir sequelas”, por Dr. Paulo Porto de Melo

Os acidentes vasculares cerebrais são a terceira causa de óbito no Brasil, e a principal causa de sequelas atualmente

A sigla AVC já entrou no vocabulário comum por ser uma doença muito freqüente em nosso meio. Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são a terceira causa de óbito no Brasil, sendo ainda a principal causa de sequelas atualmente. Nesta quinta (29), dia do combate ao AVC, os números impressionam: de acordo com a Organização Mundial de AVC (WSO, na sigla em inglês), ocorrem mais de 100 mil mortes por ano.

O cérebro é o órgão que mais depende de oxigênio e sangue de todo nosso organismo. Sozinho, ele consome 20% de todo o sangue bombeado pelo coração por minuto.

Aprenda a identificar se você está tendo um AVC:

Fraqueza facial: dificuldade para sorrir ou um canto da boca ou olhos está com aparência caída. Foto: Thinkstock/Getty Images
Dificuldade para falar e entender: problemas para articular as palavras; às vezes as pessoas ao redor não conseguem entender claramente o que a outra está falando. Foto: Thinkstock/Getty Images
Fraqueza nas pernas, de um lado do corpo. Foto: Getty Images
Perda de visão: visão turva ou dupla, especialmente se for em um olho só. Foto: Thinkstock/Getty Images
Dificuldade para caminhar. Foto: Getty Images
Dificuldade para mover os braços. Foto: Thinkstock Photos
Tontura e desequilíbrio. Foto: Thinkstock/Getty Images
Tombos sem explicação. Foto: Thinkstock/Getty Images
Dor de cabeça forte e que não passa. Foto: Thinkstock/Getty Images
Dificuldade para engolir. Foto: Thinkstock/Getty Images
Fraqueza facial: dificuldade para sorrir ou um canto da boca ou olhos está com aparência caída. Foto: Thinkstock/Getty Images
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As artérias são os vasos que levam o sangue do coração para o cérebro. Qualquer interrupção no fluxo de sangue para o tecido cerebral causa alterações em seu funcionamento.

+ Aumenta número de casos de AVC em pessoas mais jovens

“Infarto” cerebral

Da mesma forma que quando ocorre uma obstrução das artérias coronárias há um infarto no coração por falta de sangue chegando ao miocárdio, a mesma coisa pode acontecer no cérebro. A obstrução de uma artéria pode interromper o fluxo sanguíneo e levar a um “infarto” cerebral. O nome médico para isso é isquemia e, quando acontece no cérebro, recebe o nome de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.

Pode acontecer também de o sangue não chegar ao tecido por outro problema que não seja a obstrução: o vaso pode romper estourar e extravasar o sangue, impedindo que ele chegue aonde tem que chegar. É como um encanamento que estoura em nossa casa: a água vai para todo lugar, menos para a torneira e não conseguimos fazer o que queremos.

O AVC é uma doença da terceira idade, possuindo pico de incidência ao redor dos 55 anos. Pode acontecer em pessoas mais jovens? Pode claro, porém a chance é muito menor!

AVC rouba ao menos 8 anos da função do cérebro, diz novo estudo

Fatores de risco

Clique AQUI para ler a íntegra.

*Paulo Porto de Melo é neurocirurgião formado pela UNIFESP, especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint-Louis (EUA).