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Mulheres de peito: conheça o programa de prevenção do câncer que mais afeta a população feminina no mundo

Governador Geraldo Alckmin e as profissionais da saúde que percorrem o estado levando exames preventivos e encaminhando tratamentos, quando necessário
Governador Geraldo Alckmin e as profissionais da saúde que percorrem o estado levando exames preventivos e encaminhando tratamentos, quando necessário

Governador Geraldo Alckmin e as profissionais da saúde que percorrem o estado levando exames preventivos e encaminhando tratamentos, quando necessário

A OMS estima que no mundo ocorram cerca de 1.050.000 casos de câncer de mama por ano. É o tipo de câncer que mais incide sobre a população feminina. Nas mulheres, é a causa mais frequente de morte por câncer. As causas do câncer de mama não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que a doença é multifatorial e depende de uma complexa combinação de fatores. A idade é o principal fator de risco, que aumenta a partir dos 35 anos em alguns grupos. As mulheres que têm entre 50 e 70 anos são as mais propensas, por isso as políticas de rastreamento, baseadas nas recomendações da Organização Mundial de Saúde, são prioritariamente focadas nessa faixa etária.

Existe também a predisposição genética, que não é tão significativa, pois representa de 5% a 10% dos casos, mas serve como alerta. Os fatores que predispõem as mulheres ao câncer de mama são classificados entre os inevitáveis e os que podem ser evitados por meio da mudança ou incorporação de hábitos e comportamentos, possibilitando assim a intervenção direta dos programas de prevenção.

Na primeira classificação – INEVITÁVEIS – temos as seguintes características: sexo feminino, idade maior que 55 anos, predisposição genética, antecedência pessoal e familiar, alta densidade mamária, menarca precoce ou menopausa tardia. Já os fatores de risco que podem ser EVITADOS, minimizando em tese as chances de câncer, são: migração, exposição à radiação ionizante, nuliparidade ou primeira gestação depois dos 30 anos, uso de terapia de reposição hormonal, não amamentar, consumo de álcool, fumo, abuso de gordura animal e obesidade.

A presença de fatores de risco isolados ou combinados em uma pessoa não indica probabilidade de que ela vá desenvolver a doença, mas que existe uma predisposição maior. Portanto, essa pessoa torna-se público alvo das políticas públicas de saúde para prevenção e controle. A incidência do câncer de mama é maior nas nações desenvolvidas, mas o Brasil e demais países em desenvolvimento também vêm apresentando um aumento na sua incidência, principalmente pelo envelhecimento da população (a idade é o principal fator de risco), crescimento demográfico e mudanças nos hábitos de vida.

O aumento das notificações oficiais de câncer de mama também é atribuído ao maior acesso da população aos meios diagnósticos, decorrente das mudanças econômicas, políticas e sociais ocorridas nas últimas décadas. No Brasil, o câncer de mama é a primeira causa de morte por neoplasia nas mulheres, com exceção da região Norte, onde ele ocupa o segundo lugar (INCA, 2009).

 mamografia de rastreamento deve passar a fazer parte da rotina da vida da mulher na faixa etária preconizada. A estratégia prevê que todas as mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, no mês de seu aniversário, realizem o exame, sem a necessidade de pedido médico

mamografia de rastreamento deve passar a fazer parte da rotina da vida da mulher na faixa etária preconizada. A estratégia prevê que todas as mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, no mês de seu aniversário, realizem o exame, sem a necessidade de pedido médico

Ainda de acordo com o órgão, na contramão dos países que investiram em políticas de rastreamento para detecção e tratamento precoces e assim inverteram a proporção incidência versus mortalidade, no Brasil o aumento dos casos nas últimas décadas vem acompanhado do aumento do índice de mortalidade por câncer de mama. O Estado de São Paulo apresenta a melhor cobertura para rastreamento de Ca de mama no país. Porém o Estado posiciona-se abaixo da meta preconizada pelo MS (INCA) de cobertura de no mínimo 70% das mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. O número de mamógrafos existentes no Estado (433), públicos ou conveniados SUS, atinge a média de 4,4 mamógrafos por 240 mil mulheres SUS dependentes. A OMS preconiza 01 mamógrafo para 240 mil mulheres. Mesmo assim, não tem sido possível sensibilizar a mulher assintomática a realizar o exame preventivo considerado tão importante para sua saúde.

Vários motivos podem justificar a não aderência desta mulher: trabalhos apontam principalmente três causas referidas – falta de tempo, constrangimento e dor na realização do exame. Por todas estas razões é criado na Secretaria de Estado de São Paulo o Programa Mulheres de Peito, com o objetivo de conscientização destas mulheres sobre a importância da realização do exame, assim como a facilidade do acesso ao mesmo, através da dispensa do pedido médico, facilidade de agendamento e garantia do tratamento logo após a confirmação do diagnóstico. Saiba mais.

*Do site da Secretaria de Estado da Saúde e Portal do PSDB Mulher SP