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Grã-Bretanha projeta expor diferenças de salários entre homens e mulheres

London, England, UK --- Children (10-12) playing in Telephone Box, London, England, UK --- Image by © Emma Tunbridge/Corbis
London, England, UK --- Children (10-12) playing in Telephone Box, London, England, UK --- Image by © Emma Tunbridge/Corbis

London, England, UK — Children (10-12) playing in Telephone Box, London, England, UK — Image by © Emma Tunbridge/Corbis

Empresas com mais de 250 funcionários terão que divulgar diferença. Intenção é usar constrangimento para fazer lei da igualdade ser cumprida.

Um projeto do governo vai obrigar empresas a revelar as diferenças entre os salários que paga para homens e para mulheres com as mesmas funções. É na Grã-Bretanha.

Esta é a imagem que o governo britânico quer mudar: homem na frente, mulher lá atrás. Prefere uma outra imagem no ambiente de trabalho: lado a lado.

Em 1970, uma lei prometeu acabar com o desequilíbrio entre homens e mulheres no Reino Unido. Trabalho igual, salário igual. Desde então, 45 anos se passaram e a lei ainda não pegou, segundo dados do governo britânico. Hoje, para cada 10 libras pagas aos homens, as mulheres recebem oito.

Alguns grupos empresarias dizem que a estatística está distorcida, por exemplo, porque muitas mulheres trabalham meio período depois que têm filhos.

“Isso é injusto. Às vezes somos mais competentes”, diz uma mulher.

A discussão é internacional. Ao receber o Oscar de atriz coadjuvante este ano, Patrícia Arquette desabafou: “É hora de as mulheres terem os mesmos salários e os mesmos direitos”.

O primeiro-ministro David Cameron disse: “Quero que minhas duas filhas tenham as mesmas oportunidades que o meu filho”.

O governo também quer a aumentar o número de mulheres nos conselhos executivos das empresas.

Se o projeto for aprovado pelo parlamento, as empresas com mais de 250 funcionários terão que divulgar a diferença de salários entre homens e mulheres. A intenção é usar o constrangimento para fazer a lei da igualdade, finalmente, ser cumprida.

Clique AQUI para assistir a íntegra da matéria divulgada pelo Jornal Nacional dia 14/07/2015