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“Pátria Educadora, um slogan no vazio”, por Thelma de Oliveira

Foto: George Gianni/PSDB
Foto: Corbis Images

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Como se sabe, o ministro de propaganda do III Reich, Joseph Goebbels, pregava com insistência e repetição constante as ideias nazistas, tornando-as verdadeiras para milhões de alemães, encantados com as performances da máquina de propaganda nazista. Com isso, amealhava multidões e iludia a massa. Deu no que deu.

Passados mais de 70 anos, a máquina de propaganda do governo petista de Dilma Rousseff tenta convencer a população de ações reconhecidamente inverídicas, bem ao estilo de Goebbels.

Encaixa-se neste contexto a marca do segundo governo Dilma, “Pátria Educadora”, que se repete em todas as propagandas oficiais do governo e pretende passar aos brasileiros uma falsa mensagem, a de que educação é prioridade.

Ora, não é preciso ser especialista, educador ou mestre, com doutorado, para perceber que a educação NÃO é prioridade, não está na ordem do dia das preocupações governamentais, como comprovam os professores, alunos e a sociedade brasileira, que padece com a má qualidade do ensino nas escolas federais.

É só folhear as páginas dos jornais, ouvir as rádios ou assistir aos noticiários de televisão para constatar a fragilidade do slogan “Pátria Educadora”, que mais parece uma frase de mau gosto do que efetivamente uma palavra de ordem para nortear toda uma gestão governamental.

Como acreditar que o governo dá prioridade ao setor e quer uma “Pátria Educadora” se as universidades federais fecham as portas porque não recebem dinheiro para pagar serviços básicos como limpeza e segurança?

Como acreditar que a educação é prioridade e o governo quer uma “Pátria Educadora” se a primeira medida concreta da nova gestão de Dilma foi cortar R$ 7 bilhões, um terço do orçamento previsto para o corrente ano?

Como acreditar que a pátria será educadora se o governo corta recursos do FIES e deixa milhares de estudantes sem condições de bancar seus estudos, interrompendo sonhos?

A educação, a boa educação é o motor de uma sociedade, é uma mola do desenvolvimento humano, politico, econômico e cultural de uma nação, da formação de uma verdadeira Pátria.

Uma pátria educada que abrigue seus filhos dando-lhes o insumo essencial de sua realização como ser humano, que é a educação.

Todos os países com grande grau de desenvolvimento econômico e social alcançaram esse status porque investiram pesado em educação, como demonstraram recentemente os países asiáticos que, em curto prazo e com a aplicação maciça de recursos, deram um enorme salto qualitativo em seus sistemas educacional, com resultados imediatos.

Um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta semana, mostra que o Brasil ocupa 60º lugar no Ranking Mundial de Educação, entre 76 países analisados e comparados através do desempenho de alunos de 15 anos em testes de Ciências e Matemática.

É mais um indicador que desmascara o slogan oficial da chamada “Pátria Educadora”, que se soma à realidade vivida pelos estudantes universitários que hoje convivem com restrições de financiamento estudantil, com a falta de segurança nos campi e com um quadro de professores desmotivado e frustrado ao ver, por exemplo, o Museu Nacional, do Rio de Janeiro, o único a abrigar uma coleção de múmias egípcias na América Latina, fechado, com seu acervo em risco, por falta de recursos para sua manutenção.

Infelizmente, esse é um governo deseducador!

Não por acaso os países asiáticos citados acima lideram os ranking do OCDE.