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Debate sobre Participação Feminina na Reforma Política; um longo caminho à frente

Banner certoBrasília (DF) Atualizada em 06/05 às 13h – Nesta terça-feira (05/05), a bancada feminina da Câmara e do Senado Federal realizou uma audiência pública sobre Reforma Política com o lema: “Mulheres na Política: a Reforma que o Brasil Precisa”.

O evento era para ser uma celebração, afinal de contas não é todo o dia que aparece uma audiência pública na Comissão Especial da Reforma Política, com o tema “Reforma Política: mecanismos legislativos que promovam a maior participação e representatividade feminina no processo político-eleitoral nacional”. Muito menos com mesa composta por representantes da ONU Mulher; do CFEMEA e pela Ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres que, na sua intervenção, reiterou a importância da Reforma no Sistema Político Brasileiro com a inclusão das mulheres, uma vez que estas representam 52% da população brasileira. Defendeu a cota obrigatória de pelo menos 30%.  Na ocasião foi exibido um vídeo contendo sua mensagem, muito aplaudido pelo público.
Para ver e divulgar o vídeo entre no site  www.spm.gov.br. (o vídeo tem dois comandos: clique e dê a sua opinião sobre a Reforma Política e Acesse e confira quais as propostas das mulheres para a Reforma Política).

O esperado pelos organizadores, é que as mulheres de todos partidos políticos e sem partidos abracem essa causa participando ativamente dessa luta.

Pensada como meio de enriquecimento de debate, segundo o convite enviado pela Câmara dos Deputados e pela Coordenação das Relações de Poder e Participação Política da Presidência da República, a iniciativa agradou aos segmentos femininos de todos os partidos políticos, que viram ali uma oportunidade de fazer valer suas reivindicações na reforma política em discussão no Congresso Nacional.

A posição do PSDB Mulher Nacional, especificamente, é apoiar a obrigatoriedade da cota de 30% de vagas para a mulher, já prevista no Artigo 25 do estatuto do partido. Em maio de 2014,  o Secretariado Nacional da Mulher/PSDB já havia sinalizado para este caminho ao entregar suas diretrizes para o então candidato à presidência da República, Aécio Neves. Durante toda a campanha, Aécio esteve com o segmento de mulheres não somente nas ruas, mas nos bastidores estratégicos.

“O Brasil tem mais da metade de eleitores mulheres, precisamos ser igualmente representadas no Congresso e ter o apoio dos homens que defendem essa igualdade para que a ideia se propague”, declarou a presidente Nacional, Solange Jurema, no lançamento da campanha Mais Mulheres Na Política, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulos – FIESP – em 26 de março passado.

Infelizmente a condução da audiência pública mostrou que, ao contrário do que esperavam as convidadas, nem tudo estava tão bem encaminhado quanto seria de se acreditar.

“Minha impressão é que a reforma política, como a desejamos, vai depender muito da mobilização das mulheres e do esforço dos partidos. Será a reforma possível, não a que queremos”, sintetizou Sandra Quezado, presidente do PSDB-Mulher DF e uma das participantes do encontro. “Ainda temos um longo caminho a percorrer”, completou ela, ao lado da 2ª Secretária do PSDB-Mulher Nacional, Lêda Tamega, e de Luciana Loureiro, assessora jurídica do Secretariado. Também estava presente à audiência pública a deputada Geovania de Sá, do PSDB-SC.

Para as tucanas, tanto a cota de 30% para as mulheres, quanto a alternância de nomes femininos e masculinos na lista são questões ainda não resolvidas.

*Assessoria do PSDB Mulher Nacional com informações da Coordenação das Relações de Poder e Participação Política da Presidência da República