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Empoderamento é tema no segundo dia da Conferência Mundial da Mulher, em NY

Almira Garms e Nancy Ferruzzi Thame, na Conferência Nacional da Mulher, na ONU

Almira Garms e Nancy Ferruzzi Thame, na Conferência Nacional da Mulher, na ONU

No segundo dia da 4ª Conferência Mundial da Mulher (9/3 a 20/3) em Nova Iorque, em comemoração aos 20 anos do evento realizado em Pequim, o tema foi o empoderamento. Assunto mais do que relevante em um encontro que reúne as mulheres de todo o mundo em torno de um só objetivo, a igualdade entre gêneros.

A Mulher na Política 2015, Mapa lançado pela União Interparlamentar (UIP) e ONU Mulheres, hoje, na conferência, mostra que, embora o número de mulheres no executivo e no parlamento continue crescente, o ritmo é lento. A capacitação política das mulheres para a igualdade de participação na tomada de decisão tem sustentado as metas de desenvolvimento global, desde 1995 e deve seguir na nova agenda de desenvolvimento sustentável, ao longo dos objetivos de Desenvolvimento do Milênio este ano, segundo a ONU.

“Queremos paridade, 50% da representação política é necessária. Mesmo com as cotas garantidas pela legislação, ainda não alcançamos a igualdade, nem os 30% de mulheres o Brasil tem”, disse a presidente do PSDB-Mulher SP Nancy Thame, que representa o Secretariado da Mulher do PSDB na conferência. Segundo ela, o Secretariado Nacional tem investido na capacitação, através de cursos em parceria com a Fundação Konrad Adenauer para preparar lideranças e avançar sobre as metas do empoderamento.

O Brasil esteve representado entre as ministras do mundo por Linda Goulart, da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Nancy Thame e Almira Garms, ambas do PSDB-Mulher SP, participaram de plenárias que discutiram, ainda, a violência crescente contra as mulheres no mundo.

Veja as informações do mapa do empoderamento, divulgado hoje na Conferência patrocinada pela ONU:

Destaques regionais

Mulheres no governo

A Europa é o único continente a inverter a tendência geral e mostrar um aumento no número total (9) de mulheres chefes de Estado e / ou de Governo. As Américas permanecem inalteradas, com seis chefes executivos, assim como as regiões árabes e do Pacífico, com zero mulheres no mais alto nível de cargo político. África e Ásia viram uma queda de três para dois cada. 

A queda mais significativa em mulheres ministras está na sub-região nórdica. Ela apresentou uma queda de 48,9 por cento em 201 e 46,4 por cento em 2015, na proporção de mulheres em cargos ministeriais.

Já a Bélgica testemunhou a maior perda em pontos percentuais. Na função ministerial, em que possuía 41,7 por cento de mulheres, agora tem 23,1 por cento.

A região árabe continuou a registrar avanços, aumentando sua participação de mulheres ministras para 9,5 por cento, ou seja, quase um em cada 10 de todos os ministros.

Argélia experimentou um aumento de 7,9 pontos percentuais no seu número de mulheres ministras – agora com seis, em vez de quatro mulheres ministras. Ao perder três de suas ministras em 2014, passando de 14,8 por cento para 4,5 por cento, Bahrain viveu o maior declínio no mundo árabe.

Ásia reverteu as perdas significativas de mulheres ministras entre 2012 e 2014 para atingir o seu novo nível recorde de 10,6 por cento, embora ocupe o segundo lugar mais baixo nas médias regionais. 

O Japão está agora um pouco mais perto de cumprir a promessa de chegar a 30 por cento de representação feminina, na equipe do primeiro-ministro Abe em 2020. Há agora quatro mulheres ministras entre 18, acima das duas existentes em 2014.

Os EUA têm níveis significativamente mais elevados de mulheres ministras do que MPs. Está 29º lugar no ranking de Ipu, quando se trata de mulheres ministras e 73º, em número de mulheres deputadas.

África, Cabo Verde, Ruanda e África do Sul continuam a figurar na lista de países onde as mulheres representam mais de 30 por cento dos ministros no gabinete. Em números absolutos, a África do Sul tem o maior número de mulheres ministras – 15 representando 41,7 por cento de todos os ministros.

No Pacífico, as Ilhas Salomão têm o seu primeiro-ministro do sexo feminino nos últimos 10 anos, enquanto ambos Tonga e Vanuatu marcam um duplo negativo por não ter uma única mulher no gabinete ou no parlamento.

 

Mulheres no parlamento

As Américas mantém sua liderança como a região com a maior média de mulheres deputadas em 26,4 por cento. A Bolívia é o país mais bem colocado da região no ranking mundial de Ipu no número dois com 53,1 por cento.

Embora a África haja mantido sua posição como a região com a terceira melhor média, perdeu terreno sobre a percentagem de mulheres deputadas (e ministros mulheres).

Em 2015, havia dois países árabes em que as mulheres representam mais de 30 por cento de todas as MPs – Argélia e Tunísia.

Já o aumento do Japão de 1,6 pontos percentuais no número de mulheres deputadas foi o maior visto na Ásia no ano passado, e reitera o constante baixo nível de progresso na região mais populosa do mundo.

A Europa é o segundo maior colocado, em médias regionais com sub-região dos Balcãs registrar o maior progresso no continente durante 2014.

Já a região do Pacífico continua a ser a região com a menor média de mulheres deputadas. A Nova Zelândia é o único país a ter mais de 30 por cento de mulheres deputadas enquanto Fiji foi o sucesso notável na região no ano passado, com as mulheres conquistando16 por cento dos assentos parlamentares.

Muito por fazer, embora esses dez anos mostrem o caminho.

Com informações ONU Mulher