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Apatia de Dilma diante do Petrolão levanta suspeita de conivência, dizem tucanos

Foto: Antonio Cruz
Foto: Antonio Cruz

Foto: Antonio Cruz

Sem ter mais o que dizer sobre a incontrolável série de escândalos que engole a Petrobras, a presidente Dilma Rousseff apelou ao beijinho e ao aceno de longe. Foi assim que a petista reagiu na sexta-feira (12), em visita ao Rio de Janeiro, ao ouvir da imprensa o nome da estatal.

Entre os tucanos, a letargia de Dilma causa revolta e levanta muitas suspeitas sobre a conivência dela com o esquema que tomou de assalto a maior empresa do país. “O que a Dilma está esperando para fazer as tais mudanças que tanto falou na campanha?”, pergunta o primeiro vice-líder do PSDB na Câmara, Vanderlei Macris (SP), no Facebook. “Não tem como tudo isso ter acontecido na Petrobras e em outros órgãos sem o conhecimento ou participação da Dilma, que foi presidente do Conselho de Administração da estatal, ministra de Minas e Energia, titular da Casa Civil e hoje é presidente da República”, acrescentou o deputado Izalci (DF).

Integrante da CPI Mista da Petrobras, Izalci citou, entre os episódios que comprometem a versão “não sei e não vi” da petista, o e-mail enviado em 2009 pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa para ela quando comandava a Casa Civil. Na mensagem, o então executivo a alerta sobre o risco de paralisação de obras da Petrobras por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). Em depoimento à comissão mista, Costa afirmou que foi solicitado a ele encaminhar aquela correspondência. “O cerco está se fechando. Logo saberemos que tanto ela (Dilma) quanto o ex-presidente Lula sabiam de todas as operações e acobertaram tudo”, disse o deputado tucano

Lógica destrutiva do PT – Enquanto Dilma silencia diante da avalanche de irregularidades cometidas com recursos da Petrobras, governistas recorrem a todo tipo de expediente para subestimar as denúncias e os efeitos da crise. O governador da Bahia, Jaques Wagner, chamou de “lógica destrutiva” a conduta da oposição, que desde a sexta-feira (12) reforçou o coro dos que reivindicam o imediato afastamento da cúpula da companhia, após o jornal “Valor Econômico” revelar que os responsáveis foram avisados das irregularidades por uma funcionária, mas nada fizeram para conter os desvios. Ao conterrâneo, o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), respondeu que destrutiva é a forma como ele e seus companheiros do PT têm tratado a estatal, permitindo a instalação de uma quadrilha no comando da companhia e fechando os olhos para a dilapidação do patrimônio nacional

No fim de semana, jornais e revistas contabilizavam as perdas financeiras e de prestígio da petroleira. Segundo edição da “Folha de S.Paulo” de domingo (14), o escândalo afugentou grandes investidores da companhia no mercado americano. No mesmo dia, “O Estado de S.Paulo” cravou na manchete que a estatal vale menos do que antes da descoberta do pré-sal. Coube ao jornal “O Globo” constatar que o assalto aos cofres da Petrobras supera de longe os desvios promovidos por petistas e aliados no mensalão, denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ).

Do Portal do PSDB na Câmara