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“Podemos botar fim a esse ciclo de governo que está colocando em risco as principais conquistas”, diz Aécio

Aécio entrevista no RioRio de Janeiro (RJ) – O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), no Rio, após participar de ato político em que recebeu apoio de oito partidos. Na entrevista, o senador respondeu a perguntas sobre o apoio recebido, as eleições 2014, PSDB-RJ e segurança pública. A seguir, trechos da entrevista.

 Sobre ato político no Rio de Janeiro.

Quero dizer que estou imensamente feliz de ter participado hoje do maior evento que o Rio de Janeiro fez nessa pré-campanha eleitoral. Aqui hoje estão se encontrando forças políticas de várias matizes, de várias regiões do estado, se unindo em torno, em primeiro lugar, do fortalecimento econômico e do desenvolvimento social do Rio de Janeiro e, acima de tudo, de um novo ciclo de governo no Brasil, onde ética e eficiência possam caminhar juntas. Recebo essa manifestação como uma das mais eloqüentes manifestações de mudança que tenho visto por todo o Brasil. O Rio de Janeiro, com qual tenho enorme familiaridade, vivi muitos anos da minha vida no Rio de Janeiro, minha filha nasceu no Rio de Janeiro… Isso para mim, portanto, tem um significado do ponto de vista pessoal também muito grande.

Mas o que vejo é que várias forças políticas compreenderam que, se pudermos ter um belo resultado no Rio de Janeiro, podemos botar fim a esse ciclo de governo que está colocando em risco as principais conquistas que nos trouxeram até aqui ao longo desses últimos anos, como a estabilidade da moeda, a credibilidade internacional do Brasil e, mais do que tudo, os avanços sociais que viemos conquistando ao longo dos anos. tudo isso está sendo colocado em risco por um governo que, para se manter no poder, abandonou um projeto de país.

Hoje, os caminhos que se apresentam são muito claros. O da continuidade fará muito, mas muito mal mesmo ao Brasil. E o da mudança, que espero poder encarnar, é do início de um novo e virtuoso ciclo de desenvolvimento no Brasil.Quero dizer que estamos prestes a comemorar, nós, brasileiros, de todos os partidos ou sem partidos, duas grandes vitórias: vamos torcer para que o Brasil vença a Copa do Mundo e vamos trabalhar para que o Brasil vença também, derrotando o PT nas próximas eleições e elegendo um governo honrado, digno e, sobretudo eficiente.

 

É praticamente um lançamento de pré-campanha aqui?

Acho que sim. Mais do que isso. Acho que é uma demonstração de apoio e solidez à nossa pré-candidatura que se transforma, a partir de agora, em uma candidatura suprapartidária. A minha candidatura será a candidatura do Rio de Janeiro. A candidatura dos melhores valores do Rio, do desenvolvimento econômico do Rio, dos avanços sociais do Rio de Janeiro. Minha candidatura não tem a marca do partido A ou B, tem a marca dos brasileiros, cariocas e fluminenses honrados, que estão indignados com tudo isso que está acontecendo no Brasil. Fico muito honrado de poder estar recebendo hoje apoios tão importantes, tão expressivos e de regiões tão diversas do estado, o que me dá uma grande confiança de que poderemos vencer as eleições no Rio de Janeiro. Isso facilitará e muito a nossa vitória no Brasil.

 

Sobre apoio formal do PSDB ao pré-candidato Pezão.

O meu partido está discutindo isso e dirá nos próximos com o Democratas, com o PPS, com os quais temos aliança proporcional já fixada. E vamos definir de que forma o PSDB formalmente participará da campanha. Eu, pessoalmente, estou extremamente honrado de ser candidato dos melhores sentimentos dos fluminenses, dos cariocas, dos melhores sentimentos do Rio de Janeiro. E no Rio de Janeiro vamos vencer. Vencendo no Rio, vamos vencer no Brasil.

 

Sobre o governador do Rio

Pezão é meu amigo de muitos anos. Pezão é um governador honrado e tem todas as condições de vencer as eleições. Estar ao seu lado recebendo o apoio de forças políticas que o apoiam para mim é uma honra.

 

Sobre ações do governo federal em segurança pública já que é uma atribuição estadual.

Você acha que o governo federal não pode participar da política nacional de segurança? Ao contrário. O que falta ao Brasil hoje é uma política nacional de segurança. O governo federal gasta apenas 13% de tudo que se investe em segurança pública no Brasil, 87% são dos municípios. Queremos uma política nacional de segurança, onde o Fundo Penitenciário e o Fundo Nacional de Segurança Pública sejam impedidos de ser contingenciados, para que possamos fazer um planejamento com estados e municípios.

Fui governador por oito anos e senti quanta falta faz ao país uma política nacional de segurança, uma garantia para os estados e municípios de transferências mensais de recursos. Grande parte dos recursos de segurança pública tem sido contingenciados ao longo desses últimos anos. Para citar um exemplo, apenas o Fundo Penitenciário, do que foi aprovado ao longo dos últimos três anos no governo da presidente Dilma, apenas 10,5% foram executados. Do Fundo Nacional de Segurança Pública, apenas 35%.

No momento em que formos aplicar, implementar com inteligência, com planejamento, todos os recursos aprovados no orçamento da União, vai haver espaço para parcerias com estados e municípios para levarmos sim experiências vitoriosas, como essa do Rio de Janeiro, (as UPPS) que, obviamente, precisará e terá sempre aprimoramentos, a outras regiões metropolitanas de todo o Brasil.

 

Jorge Picciani é pé quente? 

Pé quente e foi o grande responsável por essa organização aqui.

 

*Rede45