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Falta trabalho para cerca de 23 milhões de brasileiros

carteira-de-trabalhoFalta trabalho para quase 23 milhões de pessoas no Brasil. O número corresponde a 21,2% dos cidadãos em idade produtiva neste terceiro trimestre do ano. Essa é a chamada taxa composta da subutilização da força de trabalho, que agrega o índice de desemprego, a proporção por insuficiência de horas trabalhadas e das pessoas que podem trabalhar, mas não estão procurando vagas. Os dados são do IBGE, divulgados nesta terça-feira. Para o deputado federal Betinho Gomes, do PSDB de Pernambuco, o drama do desemprego no Brasil teve origem com o governo do PT.

“A situação do país é fruto da situação econômica populista que foi empreendida pelo Partido dos Trabalhadores ao longo dos últimos 13 anos. Os gastos excessivos, a falta de cuidado no controle a inflação, o desrespeito com as regras da economia, tudo isso fez com que o Brasil ficasse numa situação de desequilíbrio fiscal, perdesse confiança dos investidores e dos empresários, e com isso gerou todo esse ambiente de retrocesso econômico e social”, disse o tucano.

A taxa de desocupação no estado de São Paulo também atingiu recorde, ficando em 12,8% no terceiro trimestre deste ano. De acordo com o IBGE, esse foi o maior resultado da série histórica, iniciada em 2012 pelo órgão; em 2015, o índice ficou em 9,6%. O deputado Betinho Gomes avalia que a situação exige sensibilidade por parte do governo e de toda população.

“Agora precisa se olhar pra frente. O que é preciso ser feito para superar essa crise em larga dimensão. O Brasil precisa urgentemente voltar a crescer. A gente percebe claramente que a população está muito desacreditada de tudo, desesperançada, e desiludida com o que acontece no país. E aí é preciso sensibilidade do governo, sensibilidade dos representantes da população para tentar aprovar medidas que embora duras, sejam essenciais para o crescimento”, destacou Betinho.

As taxas de subutilização da força de trabalho foram recordes em 14 das 27 unidades da federação. Na média nacional a proporção é maior na região Nordeste, com 31,4%. Já o Sul é a menor, com 13,2%, e no Sudeste, o índice é de 18,2%.