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Mulheres lutam por mais oportunidades de trabalho nas ciências exatas

01/07/2016. Credito: Gabriela Studart/Esp.CB/D.A Press. Trabalho& Formaçao Profissional. Mulheres na área de exatas. Tabata Luiza Alice Amaral Mariana Moreira Vanessa Carvalho Ana Caroline Manso Deborah Andrade.
01/07/2016. Credito: Gabriela Studart/Esp.CB/D.A Press. Trabalho& Formaçao Profissional. Mulheres na área de exatas. Tabata Luiza  Alice Amaral  Mariana Moreira  Vanessa Carvalho  Ana Caroline Manso  Deborah Andrade.

01/07/2016. Credito: Gabriela Studart/Esp.CB/D.A Press. Trabalho& Formaçao Profissional. Mulheres na área de exatas. Tabata Luiza Alice Amaral Mariana Moreira Vanessa Carvalho Ana Caroline Manso Deborah Andrade.

No mercado de trabalho e nas faculdades, mulheres ainda representam minoria em contextos em que se trabalha com matérias exatas. Nas últimas décadas, a composição da mão de obra e do corpo discente tem se alterado, mas elas ainda decidem menos seguir uma trajetória profissional nesses campos. A escolha de carreira é permeada, claro, por afinidade, mas não recai apenas nisso. O contexto cultural determina os papeis esperados para cada gênero e, até hoje, afasta as meninas desses conhecimentos. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2013, 77% das matrículas nos cursos de saúde e bem-estar são feitas por mulheres; em educação, elas ocupam 73% dos bancos das faculdades; e somente 31% das universitárias estudam as áreas de ciências, matemática e computação.

A realidade nas universidades é afetada pelo desempenho e pelo engajamento de meninas com as disciplinas bem antes, na fase escolar, em que brasileiras têm notas mais baixas que meninos nas matérias exatas, problema que se acentua no ensino médio. Segundo levantamento do Movimento Todos pela Educação, as estudantes abandonam menos a escola e têm melhores notas em língua portuguesa, mas apresentam desempenho inferior em matemática ao fim do ensino médio. As últimas séries da educação básica são as mais críticas, já que no quinto ano do ensino fundamental a distância entre alunos e alunas na disciplina é de 1,8 ponto; enquanto no terceiro ano do ensino médio, a diferença é de 5,2 pontos.

Pensando em discutir a importância da escola para incentivar meninas a se interessarem por disciplinas como física, química e matemática, foi promovido no Rio de Janeiro, nas últimas segunda e terça-feira (27 e 28), o segundo Diálogo Elas nas Exatas. O evento é fruto de parceria entre o Instituto Unibanco, o Elas – Fundo de Investimento Social e a Fundação Carlos Chagas (FCC) e reuniu representantes dos 10 projetos apoiados pelas três instituições por meio do edital Elas nas Exatas, lançado em 2015 para vigência em 2016, cujo objetivo não é impor que meninas sigam carreira em profissões que envolvam cálculos, mas mostrar, por meio dos programas apoiados, que elas podem fazer essa opção. O encontro contou também com a presença de ativistas, pesquisadores e outras interessadas no tema.

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