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PGR investiga três tentativas de Dilma obstruir a Justiça

17/11/2015 - Brasília - DF - O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, durante entrevista coletiva com a presidente Dilma Rousseff, após reunião no Palácio do Planalto. Foto: Lula Marques/ Agência PT

DilmaA presidente afastada Dilma Rousseff é investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta atuação em três atos de obstrução à Justiça. Os depoimentos do ex-senador Delcídio do Amaral levaram as autoridades a identificar as atuações da petista no âmbito da Operação Lava Jato.

Segundo reportagem desta sexta-feira (1) do jornal Valor Econômico, os investigadores identificaram os três episódios independentes com diferentes circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução envolvendo a presidente afastada.

O primeiro episódio trata da nomeação de Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). No seu depoimento, Delcídio disse que Navarro foi indicado para o cargo com o objetivo de soltar presos pela Lava Jato, em ação arquitetada pela petista e pelo ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O presidente da Corte, Francisco Falcão, também está sendo investigado no caso.

A segunda tentativa de embaraçar a Justiça, segundo a PGR, trata da suposta tentativa de impedir o acordo de delação de Delcídio, cometida por Dilma e o então ministro da Educação Aloizio Mercadante. Segundo as investigações, Dilma teria oferecido ajuda financeira e jurídica para que o senador não contasse o que sabia.

E a terceira é a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil. Para os investigadores, existe a suspeita de que Lula atuou com ciência do esquema na Petrobras, sabendo que havia irregularidades.

O deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP) acredita que a ação das instituições, especialmente as do Ministério Público e as do Judiciário, que estão envolvidas mais diretamente nas investigações da Lava Jato, estão contribuindo para o fim da “cultura da impunidade” impostas durantes os governos petistas.

“Eles acharam que jamais seriam pegos naquilo que vinham fazendo. No aparelhamento do Estado, na utilização dos cargos para poder se manter no governo, nos desvios de recursos das grandes empresas estatais. Quando flagrados, acharam que tinham poder sobre o Judiciário porque tinham nomeado o ministro do Supremo, ou o ministro do STJ, e que com isso conseguiriam barrar qualquer investigação. Isso caiu. A casa deles caiu”, disse o deputado.

O tucano ressaltou a importância do papel da sociedade na construção de uma Justiça autônoma e imparcial. “O que está se vendo é que a Justiça está se mostrando independente. Principalmente porque a opinião pública a e a sociedade estão vigilantes. Estão pressionando, estão agindo e atuando no combate à corrupção”, concluiu.