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Ex-ministro de Lula e Dilma admite que PT se entregou à corrupção

Em entrevista dada ao jornal Valor Econômico no fim de semana, o deputado federal e ex-ministro nos governos Lula e Dilma, Patrus Ananias (PT-MG) admitiu que o Partido dos Trabalhadores se entregou às práticas de corrupção que têm sido regra no país. Patrus, que foi um dos fundadores do PT, ressaltou a relação ilegal que os governos petistas mantiveram com empresas que prestam serviços públicos e, especialmente, com empreiteiras. Para o vice-líder do PSDB na Câmara, deputado federal Nilson Leitão (MT), a ficha do PT caiu tarde, e hoje o Brasil paga caro pelas irregularidades cometidas pelos petistas.

“Reconhecem aquilo que já não dá mais para negar. Depois de tantos anos de corrupção. Passaram pelo ‘mensalão’, mas relutaram, continuaram insistindo em se manter no poder pagando caro por isso, com o Brasil pagando caro. Reconhecer é sempre bom, mas só falta reconhecer a incompetência e a administração ideológica que o PT pregou no Brasil”, declarou.

Diante das alegações do ex-ministro, Nilson Leitão lamentou que o PT tenha criado laços suspeitos com as empreiteiras e transformado o país em balcão de negócios. Hoje, sete das dez maiores empreiteiras do país tiveram executivos investigados pela Justiça no âmbito da Lava Jato.

“As empresas envolvidas em corrupção com o governo representam 14% do PIB brasileiro. Então essa relação ultrapassou a promiscuidade para chegar ao ponto da irresponsabilidade. O governo do PT montou um grande balcão de negócios. E agora chega em um ponto no qual o Brasil precisa se reconstruir. O PT fez um grande desserviço ao país. Muito mais do que a incompetência envolvida nesse sistema, a mentira prevaleceu de forma muito forte”, apontou Leitão.

Apesar da autocrítica, Patrus Ananias tentou compartilhar com outros governos a culpa pelas relações intransigentes mantidas entre público e privado na era PT. Na entrevista, o petista afirmou que Juscelino Kubitschek teria iniciado uma “tolerância” histórica com as empresas para dar prosseguimento com a construção da capital.