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“Catilinária lulopetista”, editorial de O Estado de S. Paulo

dilma_e_lula_0-1-300x214Em entrevista ao jornal The New York Times, a presidente afastada Dilma Rousseff, cujo precário domínio da oratória se tornou uma das marcas de seu desastroso governo, caprichou no latim para atacar seus adversários. “Quam diu etiamfuror iste tuuseludet?”, recitou a petista, lembrando trecho de uma das famosas Catilinárias, os discursos do cônsul romano Cícero contra Catilina, tido como golpista. A frase – cuja tradução é “por quanto tempo há de zombar de nós essa tua loucura?”-foi lembrada por Dilma como uma forma de denunciar especialmente o deputado Eduardo Cunha e o presidente em exercício Michel Temer, “aqueles parasitas”. Mas o trecho do discurso de Cícero que Dilma escolheu para ilustrar a situação de que se julga vítima aplica-se à perfeição à loucura que ela mesma e seu guru, o chefão petista Luiz Inácio Lula da Silva, impuseram e ainda impõem ao País.

De seu bunker no Palácio da Alvorada, Dilma zomba da inteligência dos brasileiros ao criticar decisões do governo de Temer, tendo sido ela a responsável direta pela mais profunda crise econômica da história do Brasil. Indignada, a petista acusa Temer de desmontar as “conquistas sociais” dos governos petistas,como se estas já não estivessem em processo de extinção por sua própria culpa.

É ocioso sublinhar as incoerências de uma presidente cujo governo foi marcado por falta de rumo, mediocridade política e incapacidade de reconhecer seus erros. Assim como na campanha em que obteve um novo mandato, a petista não se envergonha de lançar mão de mentiras e distorções para atacar adversários e, de quebra, desqualificar as instituições democráticas. Com ela, Cícero teria farto material para seus discursos.

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