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Esforço para gerar agenda positiva leva Dilma a visitar até obras inacabadas na contagem regressiva do impeachment

Entrevista da presidenta Dilma Rousseff sobre nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil (Wilson Dias/Agência Brasil)

Entrevista coeltiva com a presidente Dilma RousseffRecife (PE) – Em contagem regressiva para muito provavelmente ser afastada do cargo por 180 dias, caso o processo de impeachment seja aprovado no Senado, a presidente Dilma Rousseff não apela apenas para anúncio de “bondades” que impactarão negativamente nas contas públicas.

A petista também cumprirá uma agenda de visitas a obras que ainda nem saíram do papel. Uma delas está no Nordeste, a Transposição do Rio São Francisco, que em dezembro de 2010, portanto ainda no governo do ex-presidente Lula, recebeu a seguinte promessa: “Estou percebendo que a obra vai ser inaugurada definitivamente em 2012. A não ser que aconteça um dilúvio ou qualquer coisa”, disse Lula na ocasião.

Seis anos depois, a presidente Dilma encontrará nesta sexta-feira (6), quando desembarcará nas margens do São Francisco no trecho do município de Cabrobó, Sertão pernambucano, uma Transposição inacabada, embora exaltada pelos petistas como um dos maiores legados em infraestrutura das gestões do partido.

Em entrevista ao Jornal do Commercio desta quarta-feira (04), o próprio prefeito da cidade desconhece as razões da visita presidencial já que, segundo informou, não há previsão de inauguração de nova etapa da obra.

Mais uma prova de que a visita não passa do esforço da presidente Dilma para tentar gerar uma agenda positiva, em seus prováveis últimos dias no cargo, ou talvez com o objetivo de armar mais um palanque para denunciar o que chama de ‘golpe’ o constitucional processo de impeachment.

*Da assessoria do PSDB-PE