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“Pouco a comemorar”, por Solange Jurema

Fotos Públicas: Edson Lopes Jr/A2AD
Fotos Públicas: Edson Lopes Jr/A2AD

Fotos Públicas: Edson Lopes Jr/A2AD

O 1º de Maio é uma daquelas datas universais, comemoradas em todos os países como aquela que homenageia os bilhões de trabalhadores que fazem a riqueza das nações.

Do mais rico ao mais pobre, os países possuem realidades politicas, econômicas e sociais distintas, mas todos têm o 1º de Maio como um dia descanso e de reflexão sobre como anda o mundo do trabalho em cada um deles.

No Brasil não é diferente.

O nosso domingo 1º de Maio será um dia de homenagem às trabalhadoras e aos trabalhadores, mas também para pensarmos nos mais de 11,1 milhões de desempregados pela recessão econômica promovida pelo governo Dilma Rousseff. Em um ano, o desemprego aumentou 39,8%!

Uma dolorosa realidade para as famílias brasileiras e especialmente para as mulheres e os jovens, os mais afetados no corte das empresas para enfrentar a crise.

No caso das mulheres, o raciocínio empresarial é perverso. É melhor demiti-las e evitar o risco de pagar licença-maternidade, assim, é melhor explorar a mão de obra masculina. Na maioria das vezes, não importa a competência e sim o gênero.

Já no ano passado os indicadores da PNAD apontavam que, em média, a taxa de desemprego feminina ficava na ordem dos 10% enquanto a masculina era de 8%. Também representavam a maioria dos desempregados, cerca de 53%, e totalizavam 65,9% entre a maioria das pessoas fora da força de trabalho – aquelas que não estão nem empregadas e nem desempregadas segundo o IBGE.

Outro dado revelador do IBGE: no Brasil há mais mulheres do que homens com idade de trabalhar, mas eles têm maior participação no mercado de trabalho. Os homens detêm em média cerca de 57% do mercado embora as mulheres sejam mais da metade de pessoas em idade trabalhar, 52,3.

Para concluir, vejamos esses indicadores mundiais que falam por si: o Brasil ocupe o 85º lugar no ranking que mede o nível de igualdade de gênero desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial. Quando se trata da igualdade de salário em cargos similares, o país aparece em 133º lugar.

Portanto, não há muito que comemorar, a não ser a esperança de que a situação do país melhore a partir do dia 11 de maio, quando o Senado Federal, com o apoio do PSDB, afastará a atual presidente da República.

*Solange Jurema é presidente do Secretariado Nacional da Mulher/PSDB