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Vandalismo e intolerância: Sede do PSDB de Pernambuco amanhece com várias pichações

pichação4A sede do PSDB de Pernambuco amanheceu nesta quinta-feira (28) com o muro pichado com frases que agridem o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, e reforçam o discurso de governistas e do PT de que trata-se de “golpe” o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A agressão ao partido acontece no momento em que o processo de admissibilidade do impeachment da presidente tramita no Senado Federal – após ser autorizado pela Câmara dos Deputados por ampla maioria de 367 votos contra 137 – com fortes chances de ser referendado também pelos senadores, de acordo com manifestações públicas dos parlamentares.

Para o presidente do PSDB de Pernambuco, deputado Antônio Moraes, as pichações refletem o ambiente de intolerância dos petistas em aceitarem um cenário completamente adverso e de forte rejeição dos brasileiros aos governos administrados pelo partido, principalmente à gestão da presidente Dilma. “É a cara do PT esse tipo de reação”, destacou.

O presidente do Instituto Teotonio Vilela (ITV) de Pernambuco, o ex-governador Joaquim Francisco, vê com preocupação esse clima de “certa selvageria” que alimenta a política nos dias de hoje. O tucano lembrou que os grandes embates políticos dos tempos em que disputou várias eleições, por mais radicais que ocorressem no campo das diferenças políticas, mantinham um ambiente de “razoável convivência”.

“Não existia esse clima de hoje. Eu analiso com preocupação. O que acontece é que se montou, durante quase 14 anos [tempo do PT na Presidência] um pensamento hegemônico de poder, de se entender que ‘aqui somos a verdade e você não entra’. Mas esse processo foi se desgastando, até em função de promessas não cumpridas, e alimentando esse clima de uma certa selvageria num país como o Brasil que tem um tradição de cordialidade”, considerou.

Dois pesos e duas medidas

Em março deste ano, a presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota em que considerou uma violência “intolerável” a pichação da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo. Para a petista, o episódio na UNE foi “uma ação violenta, que confunde o debate político saudável e democrático com a disseminação do ódio”. Ela também classificou o caso como “provocação, violência e vandalismo”, além de “intimidação gratuita” e “afronta à democracia”. Resta saber se a pichação de uma das sedes do PSDB merece a mesma indignação, ou se as ações da presidente da República são permeadas por dois pesos e duas medidas.

* Do PSDB-PE, com alterações.