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Deputadas tucanas integram Comissão Especial do Impeachment

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 433 votos a 1, a lista com as indicações dos líderes partidários para a composição da comissão especial do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), convocou a comissão para se reunir às 19 horas, no Plenário 1 do Anexo II, para eleição do presidente e relator do pedido. Às 18 horas, haverá reunião de líderes para discutir os procedimentos de funcionamento da comissão.

Os representantes do PSDB na comissão são Bruno Covas (SP), Carlos Sampaio (SP), Jutahy Junior (BA), Nilson Leitão (MT), Paulo Abi-Ackel (MG), e Shéridan (RR). Como suplentes, foram eleitos Izalci (DF), Fábio Sousa (GO), Mariana Carvalho (RO), Bruno Araújo (PE), Rocha (AC) e Rogério Marinho (RN).

Em plenário, o líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), afirmou que o Brasil vive um momento histórico com a análise do pedido de impeachment assinado por Miguel Reale Júnior, Janaina Paschoal, Hélio Bicudo e movimentos sociais. Segundo o tucano, o Parlamento está cumprindo com os deveres constitucionais.

O líder ressaltou a importância de valorizar e preservar as instituições brasileiras, assim como seguir rigorosamente as decisões do Supremo Tribunal Federal. “O dever nosso é afastá-la, segundo dita a nossa Constituição. Neste momento, temos que ter muita serenidade, muito equilíbrio, porque faltam poucos dias para o desfecho do processo definitivo de afastamento da presidente Dilma Rousseff”, completou.

Imbassahy explica que a presidente Dilma tem o prazo de 10 sessões para manifestar sua defesa. Em seguida, a comissão terá cinco sessões para votar o relatório. O líder espera que o documento chegue ao plenário em três ou quatro semanas. Ele afirma que haverá um esforço da oposição para garantir a abertura de sessões de segunda a sexta-feira. “Quem tem pressa é o povo brasileiro”, completou.

REIVINDICAÇÃO DAS RUAS
Para o líder da Minoria, deputado Miguel Haddad (SP), o início do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff não é uma iniciativa dos parlamentares, e sim uma reivindicação das ruas. “Temos que ser o instrumento para viabilizar este processo”, destacou.

Segundo ele, a manutenção do atual governo tem um custo altíssimo para a sociedade brasileira. “Eu gostaria que o governo explicasse isso para os desempregados, para as pessoas que vão aos hospitais e não são atendidas. O governo precisa ouvir melhor a população”, afirmou.

Haddad disse ainda que, embora o atual governo não se sensibilize e tente se manter no poder a qualquer custo, a população já disse as razões pelas quais foi às ruas e continua se movimentando pelo afastamento da presidente Dilma.

Do Portal da Liderança do PSDB na Câmara