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Oposição apresenta ação popular para barrar nomeação de Lula como ministro

antonio imbassahy foto Alexssandro LoyolaDiante da possibilidade de o ex-presidente Lula ocupar um ministério no governo Dilma, parlamentares da Oposição na Câmara dos Deputados apresentaram nessa terça-feira uma ação popular protocolada em todos os Estados e no Distrito Federal para barrar a nomeação do petista. Os oposicionistas entendem que a entrega do cargo a Lula seria uma tentativa de obstrução da Justiça. O líder do PSDB na Casa, deputado federal Antonio Imbassahy, da Bahia, disse que a possibilidade de o petista integrar a equipe do Planalto prova a cumplicidade criminosa criada para dar ao ex-presidente o foro privilegiado. Lula é investigado por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção descoberto pela operação Lava Jato da Polícia Federal.

“Estamos atravessando um fim melancólico de um governo decepcionante. A presidente Dilma revelou-se uma fraude criada pelo ex-presidente Lula. E agora, em uma cumplicidade criminosa, a presidente Dilma quer nomear o ex-presidente Lula apenas para que ele possa ter o foro privilegiado”, disse o tucano.

Ao aceitar um ministério, qualquer denúncia contra Lula seria avaliada pelo Supremo Tribunal Federal e não pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato. O petista ainda teme ser preso após pedido de prisão preventiva emitido pelo Ministério Público de São Paulo sobre o caso do tríplex, em Guarujá. Antonio Imbassahy ressaltou que Lula tenta fugir da Justiça.

“No fundo, é o Lula fugindo o juiz Sérgio Moro e a Dilma fazendo de tudo para não ter o impeachment que acontecerá, porque essa Casa nunca faltou e nem vai faltar com a sua obrigação de afastar uma presidente que cometeu crime de responsabilidade”, acrescentou Imbassahy.

Na ocasião, parlamentares aproveitaram para anunciar também que devem apresentar junto à Procuradoria-Geral da República pedido ao Supremo Tribunal Federal de prisão de Aloizio Mercadante. Em delação, o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, acusou o ministro da Educação de lhe oferecer ajuda financeira em troca de silêncio.