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Médica defende melhorias de equipamentos de ultrassom e treinamento de pessoal

Dra. Adriana Melo - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Dra. Adriana Melo - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Dra. Adriana Melo – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A médica paraibana Adriana Melo, responsável por confirmar a associação do vírus Zika à microcefalia no Brasil, informou que a ultrassonografia durante a gravidez é um eficiente meio de detectar o problema. Por isso, ela defendeu a melhoria da qualidade dos equipamentos e a capacitação dos profissionais. A ginecologista e obstetra foi uma das convidadas da sessão temática realizada na manhã desta quinta-feira (25) no Plenário para tratar do assunto.

— Em caso de dúvida, o diagnóstico é feito pela ultrassonografia durante a gestação. É possível fazer, mas tem que melhorar qualidade dos aparelhos e capacitar o pessoal. São coisas simples e que barateiam muito a assistência aos pacientes — alertou.

A especialista relatou o drama das mães de bebês com microcefalia e lembrou que, além de cuidados médicos, eles precisam de cuidados no campo social.

— Há muitas mães carentes e outras que foram abandonadas pelos maridos. A maioria não tem condições de cuidar de suas crianças — lamentou.

A médica relatou sua experiência que a permitiu associar vírus Zika à microcefalia e apresentou exames e detalhes técnicos sobre a enfermidade.

Adriana Melo defendeu ainda que as autoridades de saúde brasileira reforcem a orientação aos infectados pelo zika para que fiquem em casa.

— Muitas pessoas que estão doentes vão trabalhar. Tem que pensar nessa orientação. Em caso de doença, essas pessoas têm que ser estimuladas a ficar em casa. Na Europa, por exemplo, uma pessoa gripada é aconselhada a ficar em casa para não passar o vírus adiante.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)