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Um duro ano pela frente

Desemprego-300x194Brasília (DF) – Bem vindos a 2016. Se vocês achavam que 2015 tinha sido um ano ruim, podem começar a rezar, ou tomar medidas drásticas para se proteger de tempos  que prometem ser ainda piores.

Nosso ano real sempre começa depois do Carnaval, como se as festas de Natal e Ano Novo nos ajudassem a exorcizar os fantasmas da falência econômica, da saúde em frangalhos, da inflação que nos rouba o salário antes do fim do mês – quando não o emprego que garante o salário -, e da corrupção, causadora primeira de todas essas desgraças.

É sempre assim, mesmo que o acordar da Quarta-Feira de Cinzas seja traumático e as contas comecem a chegar com uma pontualidade britânica. Algumas vezes dá a impressão de que as cobranças são as únicas correspondências entregues a tempo e a hora.

Em seu blog, o jornalista Fernando Rodrigues, avisa que 2016 começou, de fato, nesta segunda-feira (15) e faz uma pequena lista do que, sem sua opinião, está por vir.

Há de um tudo ali: estagflação – combinação cruel de estagnação econômica com alta descontrolada da inflação, que traz com ela desemprego, quebradeira, aumento da violência urbana, desaquecimento da economia sem perspectiva de retomada e desesperança.

O jornalista acha, também, que a crise política, que é alimentada e alimenta a econômica, tem tudo para se arrastar até o fim do ano. Nos próximos meses ficaremos sabendo se Lula vai ou não tornar-se réu na Lava-Jato, se os corruptos e corruptores realmente receberão a punição merecida e o que acontecerá com o governo Dilma Rousseff.

Com o começo do ano, talvez nos expliquem a dimensão real da epidemia de Zika e seus desdobramentos alarmantes, que ameaçam uma geração inteira no Brasil. O Estado de S.Paulo, na edição de hoje (15),  alerta que o vírus pode provocar alterações neurológicas até a idade escolar, segundo acreditam médicos.

Para tornar o ano ainda mais “promissor”, Moro sugere ao TSE que ouça os delatores da Lava-Jato, porque há provas de propina para doações eleitorais registradas, o que pode levar à cassação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer, e à consequente convocação de eleições no prazo de noventa dias.

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