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Mulheres estão mais inseridas no cenário político

DSC_0096Em 2015, as mulheres nas ruas gritaram “Fora Cunha”, foram as primeiras a atacar o poderoso político e conseguiram enfraquecer o inimigo. Em 2016, poderão ir às praças para brigar em outra quadra, a eleitoral. Mas é bom advertir, desde já, que o cenário político brasileiro vai continuar indefinido e confuso por muito tempo. Nada impede de se fazer projeções prováveis, como sobre eleitores e candidatas. As eleições municipais deste ano significarão muito para o Brasil e para as mulheres em particular. As cidades, nos últimos anos, têm levado grande número delas a se candidatar para câmaras municipais e prefeituras.

Essas candidatas, líderes de movimentos sociais, militantes de diversos partidos, sabem que os poderes das cidades podem mudar as coisas para as outras mulheres. A política municipal define a disponibilidade de serviços fundamentais para a vida delas e de suas famílias, como transportes de qualidade, postos de saúde e hospitais, creches e escolas, centros de cultura e tantos outros. O 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, poderia até ser dedicado à tenacidade dessas mulheres que enfrentarão os caciques partidários e os poderosos de sempre que manejam os controles das máquinas urbanas.

Já está claro que não falo de uma data meramente comemorativa ou associada a um oportunismo comercial, mas de um calendário para um março pautado por eventos políticos. É o que se pode esperar em meio das tormentas trazidas por 2015, que continuarão a fustigar os próximos tempos da política brasileira.

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*o artigo foi publicado pela socióloga Fátima Pacheco Falcão, no Valor Econômico