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Sem alívio para Dilma Rousseff

Montagem: PSDB Mulher
Montagem: PSDB Mulher

Montagem: PSDB Mulher

Não há tempo bom para o governo federal e o PT.  Após as duas últimas semanas  seria de se esperar que a que acaba nesta sexta-feira (11) trouxesse algum alívio aos corações palacianos.

Segunda-feira (07) começou à moda antiga, com uma carta do vice-presidente Michel Temer para Dilma Rousseff que –  talvez  por ter  “pessoal e confidencial”  escrito no envelope – vazou quase que imediatamente e marcou o início do fim da aliança entre PT e PMDB, tornando mais próximo o impeachment da presidente.

Não bastasse, também veio a notícia de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o senador Delcídio do Amaral, o banqueiro André Esteves, o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro e o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, por embaraçar investigação sobre organização criminosa e patrocínio infiel.

No dia seguinte a oposição impôs enorme derrota ao governo na Câmara dos Deputados. Inconformados com a chapa oficial para a Comissão Especial destinada a dar parecer sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma, composta exclusivamente por parlamentares da base aliada contrários ao processo; deputados da oposição protocolaram junto à Secretaria Geral da Câmara uma segunda chapa, a “Unindo o Brasil”,  com 39 inscritos.

Enfurecidos, os parlamentares da base aliada protagonizaram um dos mais lamentáveis espetáculos já vistos dentro de um Parlamento; primeiro formando piquetes, em frente às cabines de votação, depois partindo para o confronto físico. O saldo da batalha campal: uma vitória acachapante de 272 votos contra 199 para a chapa da oposição e dez urnas quebradas pela base aliada. Às 23h17 chegou ao plenário da Câmara a notícia de que o ministro Fachin havia suspendido o andamento do impeachment até sua apreciação pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, barganhas e manipulações no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados tornaram intermináveis as sessões do julgamento de Eduardo Cunha.

O dia 09 trouxe o ministro Fachin dizendo que irá propor rito para processo de impeachment e causando mal estar entre seus pares.

No final do dia a Justiça quebrou os sigilos de empresa do filho de Lula,  Luís Cláudio Lula da Silva, e do ex-ministro Gilberto Carvalho. O julgamento de Eduardo Cunha foi novamente adiado no Conselho de Ética.

Quinta-feira e o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, depois de mais uma sessão de pugilato, avisou que vai votar projeto de afastamento de Cunha.

Em suas colunas, Carlos Alberto Sardenberg pergunta o quanto o país ainda precisa piorar, agora que a inflação chegou a dois dígitos com tendência de alta e Míriam Leitão alerta para a tragédia das crianças com microcefalia, que terão suas vidas alteradas para sempre. Choveu dinheiro desviado da saúde no Recife.

Na sexta-feira, Fernando Henrique Cardoso declarou que há razões jurídicas suficientes para aprovação do impeachment e o PSDB se uniu em apoio ao movimento.

Também nesta semana, Macri tomou posse na Argentina e o primeiro boletim oficial confirmou maioria da oposição na Venezuela. Brilha uma luz de esperança sobre a América do Sul.

*Secretariado Nacional da Mulher/PSDB