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Livro: “O Cálice e a Espada”, de Riane Eisler

Foto: Divulgação
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Brasília (DF) – “O Cálice e a Espada”, escrito por Riane Eisler nos anos 80, foi considerado por Ashley Montagu,  antropólogo da Universidade de Princeton, como o livro mais importante desde a Origem das Espécies, de Charles Darwin.

Grande sucesso no mundo inteiro – vendeu 500 mil exemplares – hoje está relegado a um injusto segundo plano. Ao incômodo escaninho da memória coletiva em que ficam guardados os livros de que todos ouviram falar, mas poucos realmente leram.  Em suas páginas Eisler demonstra baseada nas descobertas arqueológicas acontecidas depois da 2ª Guerra Mundial, que as sociedades igualitárias eram muito mais regra que exceção.

Amparada pelas evidências encontradas por nomes fortes da Arqueologia da segunda metade do século XX, Riane constrói uma cadeia de agrupamentos igualitários e pacíficos, em que mulheres e homens aparecem em afrescos exercendo as mesmas funções, por um período que remonta ao Neolítico e ao Calcolítico.

“O Cálice e a Espada” é leitura obrigatória para quem luta por sociedades igualitárias e socialmente justas, para quem acredita em um mundo pacífico em que um gênero não submeta o outro. Já aconteceu. Não é uma conquista e sim um retorno.