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“Temos moral ilibada, sim”, por Solange Jurema

Foto: George Gianni/PSDB
Foto: George Gianni/PSDB

Foto: George Gianni/PSDB

O debate aberto, livre e democrático é riquíssimo e sempre traz novos pontos de vista, que fazem pensar e rever posições sedimentadas por anos de convicção. Por vezes somos surpreendidos por ideias inovadoras e enfoques jamais cogitados.

Tudo bem que isso ocorra e, em um embate político, Governo e Oposição trazem essas surpresas, saudáveis se fundamentadas em um mínimo de ética, moral e de equilíbrio.

O que não é admissível em qualquer debate- político ou não – é trazer à tona mentiras como se fossem verdades e tentar manipular a opinião pública de maneira vil e rasteira.

Infelizmente para a democracia brasileira, a atual presidente da República, Dilma Rousseff, e seu mentor e antecessor, Lula da Silva, desempenham esse triste papel.

Acuados pela população brasileira, que rejeita o governo petista dando-lhe menos de 10% de aprovação e sem capacidade administrativa para superar uma das maiores crises econômica vivida pelo país, a dupla ensaia uma reação lançando mão de argumentos frágeis, para não dizer aéticos e imorais.

Dilma Rousseff recorre seguidamente a eventos pré-fabricados pela máquina sindical petista para ganhar aplausos, em recintos fechados, é claro, e acusa a oposição de não ter “moral” para atacá-la ou pedir seu impeachment.

Com todo o respeito que a liturgia do cargo ainda nos impõe, é muita “cara de pau” da senhora presidente da República.

Que moral tem ela, isso sim, que mentiu descaradamente na propaganda partidária para se reeleger?

Que moral tem uma política que escondeu, mentiu para a população sobre a real situação econômico-financeira do país?

Que moral tem a gestora que, como ministra das Minas e Energia, presidente do Conselho da Petrobras, Chefe da Casa Civil e depois presidente da República, disse não saber nada do maior saque já realizado a uma estatal brasileira?

A verdade é uma só, com bem definiu a nota conjunta do PSDB e do DEM: a senhora presidente não tem moral para questionar qualquer ação da oposição porque, literalmente, quebrou o Brasil, retirou um milhão de empregos dos brasileiros e assistiu ao “assalto” da Petrobras sem fazer nada. Omitiu-se, no mínimo.

E não adianta o ex-presidente Lula imaginar que o povo brasileiro continuará encantado com seu canto de sereia, tentando atrair os mais humildes e necessitados com o falso argumento de que as “pedaladas fiscais” se justificam porque serviram para pagar benefícios sociais. Não cola mais e nem tira o caráter criminoso das pedaladas, como decidiu o Tribunal de Contas da União (TCU).

O povo sabe quem tem moral, sabe quem respeita a Lei e sabe quem roubou dinheiro público da Petrobras para financiar campanhas eleitorais do PT ou enriquecer supostos líderes partidários.

Nós, da oposição, temos sim moral ilibada para denunciar a presidente da República do PT. Assim como defendemos que todo e qualquer político que não exerça corretamente o mandato que a população lhe concedeu, dentro da legalidade e da ética, deva ser punido, sempre dentro da Lei.

*Solange Jurema é presidente do Secretariado Nacional da Mulher/PSDB