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PSDB-Mulher levanta a bandeira por mais espaço na política

Camisetas roxasNas convenções do PSDB, o Secretariado da Mulher desbravou seu espaço com clareza sobre as diretrizes que norteiam a atuação das mulheres na política. Assim foi em 2001, em Brasília, depois nas convenções seguintes, nacionais e em São Paulo, quando as camisetas e faixas coloriram plenárias e fizeram muito mais do que isso, porque expuseram demandas reprimidas, metas e prioridades.

 

Ao longo dos anos, as mulheres atuantes na política partidária enfrentam obstáculos e celebram cada avanço. No PSDB, eles foram muitos.

 

Mara Gabrilli, deputada Federal reeleita com 155.143 votos, em 2014, também concorda que o partido só tem a comemorar neste dia 24/02. “Quando cheguei aqui na Câmara não tinha nem banheiro feminino, acredita? Hoje tem mulher na Mesa Diretora”, argumenta a parlamentar eleita para a função de 3ª secretária da Mesa Diretora da Câmara. Defensora da acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência física, Mara é dos nomes fortes do partido no parlamento nacional e defende a abertura para a maior participação das mulheres na política. “Em dois séculos de Câmara não havia tido mulher na Mesa Diretora. Eu acredito nesse equilíbrio com a nossa participação. Tem de ser 50% de mulheres e não somos nem 10% ainda, embora tenhamos crescido muito na bancada”, afirma a deputada federal.

 

Analice Fernandes, deputada estadual em São Paulo, eleita para o quarto mandato, considera também a ocupação de mais espaço por parte das mulheres na política uma prioridade no Brasil, que há 83 anos concedeu a elas o direito ao voto.  “A maior barreira é a cultural. O caminho para a mulher é mais difícil, ela tem que abdicar de muitas coisas. Para o homem o processo é quase que natural. Os partidos sempre estão em busca das mulheres para cumprirem suas cotas, ela é convidada, mas a decisão pela política eleitoral e partidária é muito complexa para a mulher”, comenta.

 

Atuante no combate à violência doméstica, com três leis aprovadas sobre o tema, Analice defende a participação para que as mulheres tenham seu valor reconhecido. “Hoje a mulher está mais preparada, tem mais anos de estudo do que o homem, e continua ocupando os cargos menores. Só com muita luta e participação é possível mudarmos esta situação”, constata.

 

A vereadora Tieza Marques, de Araçatuba (SP) também acredita que o espaço tem de ser batalhado com mais assertividade. “A nossa presença na política é mais recente na história, os homens ocupam as cadeiras há séculos e não vão nos ceder o lugar, como o fazem socialmente. Porque o voto é que nos dá a cadeira e este terá de ser conquistado por nós. Mas, para isso precisamos ser tratadas com igualdade, sobretudo na questão econômica, de financiamento das campanhas, nas quais somos colocadas em situação de desvantagem.”

 

Candidata à deputada estadual nas eleições de 2014, Patrícia Juliani, recebeu 10.397 votos. A fisioterapeuta mora, trabalha, milita em Jacareí (SP) e não desiste de fazer da política uma forma de interferir para o que acredita: uma mudança, na qual a mulher possa contribuir para o futuro das gerações e avançar em políticas para a saúde, a educação e os serviços de qualidade. “Nesse último processo eleitoral, coloquei meu nome à disposição do partido, para representar a força feminina, levar a esperança de dias melhores a tantos, que no seu olhar deixam transparecer a urgência de disso”, afirma. O direito ao voto e a ser votada é o caminho para a sociedade igualitária, segundo Patrícia.

*Fonte: Assessoria do PSDB-Mulher SP