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Desmatamento: Dilma mentiu na campanha ao antecipar números positivos

floresta_lubasi_cc-300x225Brasília – A presidente Dilma Rousseff mentiu aos brasileiros no último dia 19 de outubro, uma semana antes do segundo turno das eleições, ao desmentir rumores de que o desmatamento na Amazônia teriam aumentado. A mentira foi disseminada pelo perfil oficial de Dilma no Twitter: “Com relação aos dados sobre desmatamento, anunciaremos os mesmos em novembro e antecipo que houve uma queda”.

Os números oficiais, divulgados na última sexta-feira (7), desmentiram a petista ao registrar que o desmatamento na reugão cresceu 122% nos meses de agosto e setembro. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, os dados já estavam prontos desde 14 de outubro, mas foram represados para não prejudicarem a campanha à reeleição de Dilma Rousseff.

O deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ) classificou o ato de Dilma como mais um exemplo do “estelionato eleitoral” praticado pelo PT. O parlamentar lembrou de outras ações semelhantes do governo federal, como a contenção de dados que mostravam o crescimento do número de miseráveis no país. Assim como no caso do desmatamento, esses números estavam prontos, durante o período eleitoral, para divulgação, mas foram retidos por órgãos do Planalto.|

“É impressionante, mas o estelionato eleitoral que o governo do PT promoveu nesta eleição se agrava a cada dia que passa. Não surpreende essa nova postura anti-republicana sobre os dados que revelam o crescimento do desmatamento”, ressaltou o tucano.

Segundo Leite, a mentira teve peso decisivo na disputa entre Dilma Rousseff e o candidato do PSDB, Aécio Neves: “Eu não tenho dúvidas de que se os brasileiros tivessem tido a informação que lhes é de direito, o resultado eleitoral seria outro”.

Meio ambiente
Otavio criticou ainda a política para o meio ambiente praticada pela gestão Dilma. Na opinião do tucano, o governo da petista não trata o tema como prioritário.

“O que se percebe é o descompromisso com aquilo que é mais emergencial no momento, que é a preservação da natureza”, declarou.

A devastação na Amazônia medida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foi de 1.626 km2 entre agosto e setembro, número 122% registrado no mesmo período do ano passado.