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Entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves

aecio-na-associacao-paulista-de-jornais-12Entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves

São Paulo – 16/06/2014

O sr. foi nomeado oficialmente neste sábado o candidato do PSDB. O que muda agora?

Iniciamos agora uma nova etapa. Uma etapa da consolidação do programa. Ainda essa semana teremos uma reunião, provavelmente nesta sexta-feira, já com uma parte do grupo dos coordenadores temáticos do programa de governo. Na próxima sexta-feira, com a presença do governador Anastasia, que é o coordenador-geral do programa de governo. Estou dando uma ênfase grande a isso, porque nós queremos apresentar à Justiça Eleitoral, como define a lei, propostas que, em parte, já tenham sido debatidas ou sugeridas nesses vários eventos dos quais nós participamos, para que elas possam ser detalhadas nos debates durante a campanha. Esse encontro deve ser no Rio de Janeiro. Nós vamos agora construir a estratégia, vamos dizer, de disseminação das nossas propostas. É importante que as nossas ideias cheguem a cada um dos mais de 5.500 municípios brasileiros, e estou convicto de que nós temos um longo caminho, mas um caminho muito profícuo, porque será propositivo. Nós não vamos cair nessa armadilha do debate que apequena a política, da discussão do nós contra eles, dessa disputa de classes. O Brasil é um país generoso. Nós temos que construir um debate de ideias. Cada um tem as suas, e isso é absolutamente natural. Nós queremos unir o Brasil. Não queremos dividir o Brasil. Minha proposta vai falar de futuro, vai falar de esperança. E aquela proposta que vencer, a que for escolhida pela maioria do eleitorado, deverá ser a proposta de todos. Ninguém pode apresentar uma proposta para governar uma parte da sociedade brasileira. Então a nossa ideia, a nossa estratégia estará focada sempre na união dos brasileiros. No resgate da esperança e da confiança perdidos no Brasil.

Sobre definição de vice?

Temos até o dia 30/06 para essa definição. E vamos usar esse prazo. Até porque vários partidos discutem as suas alianças. E tendo tido manifestações de figuras tão expressivas da vida nacional com disposição para participar conosco dessa caminhada, isso já dá muita tranquilidade. E até o dia 30, agora, do mês de junho, essa definição ocorrerá.

Sobre a aliança do PSDB em São Paulo?

Eu sempre defendi as coisas naturais da política. A aliança do PSB com o governador Alckmin é natural, até porque o PSB está participando do governo Alckmin há muito tempo. Isso não me traz nenhum desconforto, ao contrário. Até porque o governador Geraldo tem sido o primeiro a explicitar, de forma muito clara, qual o seu palanque, qual o seu candidato. Agora, dentro da sua aliança, os membros do PSB pedirem voto para o candidato do PSB é absolutamente natural. E isso é consequência desse quadro extremamente plural que existe hoje no Brasil. Não há o menor problema, e aqueles que dentro da aliança, se firmarem a aliança com o governador Alckmin – lembre-se que eu já, há muitos meses, dizia que achava que esse era o caminho natural – devem ter toda a liberdade para pedir os votos para o candidato do seu partido. Como muito provavelmente boa parte da aliança, e em especial o governador Alckmin, pedirão votos e trabalharão juntos com o candidato do seu partido.