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Gabrilli acua Gilberto Carvalho: “O senhor sempre foi conhecido como o homem do carro preto”

Foto: arquivo da deputada Mara Gabrilli
Foto: arquivo da deputada Mara Gabrilli

Foto: arquivo da deputada Mara Gabrilli

Brasília (DF) – Filha do empresário Luiz Alberto Gabrilli, do setor de transportes, e autora da denúncia no Ministério Público Estadual de São Paulo sobre arrecadação de propinas que teriam financiado caixa 2 petista, a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) cobra punição a empresários e políticos que atuavam em um suspeito esquema em Santo André (SP). Durante audiência pública, na Comissão de Segurança da Câmara, a tucana pressionou o ministro-chefe da Casa Civil,  Gilberto Carvalho, por explicações.

“Era voz corrente na cidade que Gilberto Carvalho era o homem do carro preto, o cara da mala, que levava dinheiro da corrupção para o ‘capo’, o José Dirceu”, disse Gabrilli dirigindo-se a Carvalho, que não demonstrava reação. A deputada relatou a pressão vivida por seu pai, empresário por mais de 45 anos no setor de transportes, que mensalmente recebia a cobrança de propina.  “Meu pai teve um aneurisma”, afirmou ela emocionando os presentes.

O equilíbrio e a lucidez de Gabrilli desconcertaram Carvalho (ver vídeo). Incomodado, o ministro reagiu informando que o assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi investigado pela Polícia Civil, que estava sob comando de um governo tucano e, depois pela Polícia Federal, que na época era subordinada ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Gabrilli reiterou que, quase nove anos depois do assassinato de Celso Daniel (PT), o sentimento de frustração permanece. Celso Daniel foi executado à bala em janeiro de 2002.  No corpo dele havia sinais de requintes de crueldade, inclusive torturas. Há informações que o prefeito quis impedir o enriquecimento de funcionários e foi executado.

Na Comissão de Segurança Pública da Câmara, a deputada do PSDB quis saber de Carvalho que providências foram tomadas, após a morte do prefeito, para apurar as denúncias de arrecadação de propina. Gilberto Carvalho se esquivou, informando que não era da polícia. Visivelmente tenso, o ministro disse que tinha a “consciência muito tranquila”.

Gabrilli não se deu por satisfeita e reagiu afirmando que aguardava explicações. O presidente do PSDB de São Paulo, o deputado federal Duarte Nogueira, pediu que as notas taquigráficas da audiência (os registros por escrito) fossem encaminhadas à Procuradoria-Geral da República. “Surpreende-me que haja uma incógnita nisso tudo”, ressaltou ele.

Fonte: Rede45

Veja o vídeo: